The Noite – Com 40 anos de carreira, Stella Miranda almeja: “quero fazer uma assassina, psicopata”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Atriz conversa com Danilo Gentili no The Noite desta terça (21) e fala sobre papéis marcantes e detalhes de sua trajetória
Uma das melhores atrizes do Brasil, Stella Miranda conversa com Danilo Gentili no The Noite de hoje, 21 de março. Atriz, diretora e jornalista, ela celebra os mais de 40 anos de carreira e fala de um dos papeis mais marcantes, o de Dona Álvara em “Toma Lá, Dá Cá”. “É um fenômeno. Eu já não gravo há 12, 13 anos. E sou cumprimentada todos os dias da minha existência. Em qualquer lugar que eu vá, velho, criança, moço. Com muito carinho. Hoje em dia, eu assistindo, acho mais pertinente ainda. O texto parece que foi escrito hoje”, comenta.
Sobre críticas, afirma: “sou abençoada. Podiam me criticar para eu ver como é que é. Não sou unanimidade, mas nunca vi uma crítica que me ofendesse, que eu pudesse revidar… Com a Dona Álvara, especificamente, acho que sou amada”. Ao recordar a parceria com Ítalo Rossi, que interpretava “Seu Ladir”, declara: “é um casal inacreditável, acontece que a gente fazia com tanta verdade, que a gente se amava mesmo e as pessoas acreditavam mesmo que era um casal”.
Ainda relembrando Dona Álvara, explica: “me inspirei sozinha e pensei ‘essa síndica vai ser uma safada. Vai ser que nem esses políticos que fazem da coisa pública uma coisa privada. Ela vai rir da cara de todo mundo’. É uma vilã de ópera. Não sei se uma vilã boa, uma vilã de papelão”.
Stella conta uma história surpreendente e revela que já apanhou em público. Segundo ela, ao retornar de uma temporada em que protagonizou um musical sobre Carmen Miranda, soube durante o voo de volta que um camareiro havia se apropriado de um lugar na primeira classe, que poderia ter sido destinado a ela, sem seu conhecimento. Após brigarem durante a viagem, na chegada ao aeroporto, foi atacada. “A mãe do camareiro estava esperando também no Galeão. Eram 11h da manhã e ela estava completamente bêbada. Ela veio direto, me esmurrou na cara e eu voei longe, desmaiei, ensanguentada. Não vi nada, caí dura. Miguel (Falabella) ficou louco, elenco ficou louco, virou uma guerra campal. Um cara pegou lata de lixo e jogou. Virou uma guerra”.
Falando ainda de sua carreira na música, lembra da dupla “Xicotinho e Salto Alto”. “A gente era pioneira. A gente fez o Brasil inteiro. Nunca tinha vivido isso. Pagavam em ‘cash’. Era dinheiro vivo. Era maravilhoso, uma emoção, a gente fazia para 20, 30 mil”, comenta. “Ela (cantora “Katia B”) era muito jovem na época. Acho que ela não tinha o alcance para entender como era pioneiro. Durou 4, 5 anos. Ela pediu para sair. Quase morri. No auge do sucesso”.
Ao falar das vilãs que já interpretou em “Carinha de Anjo” e “Poliana Moça”, declara seu carinho pela casa: “uma emissora super familiar, todo mundo é gentil, tem uma familiaridade e você se sente acolhida”. E, após rever cenas de “Valdinéia”, avalia: “é uma vilãzinha. Estou chegando na vilãzona. Uma hora vou fazer uma vilã assassina. Quero fazer uma assassina, psicopata”.
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O The Noite é apresentado por Danilo Gentili e vai ao ar de segunda a sexta-feira, no SBT. Hoje, a partir de 01h00.