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“Ti-ti-ti”: Personagens populares caem na boca do povo e eleva audiência das 19h

Jacques Leclair (Alexandre Borges) eJaqueline (Claudia Raia) em Ti-ti-ti

Com seu clima colorido e muito bem-humorado, em três semanas no ar, a novela Ti-ti-ti conseguiu espantar a má fase no horário das 19h deixada pela antecessora Tempos Modernos, que teve 24 pontos de média geral no Ibope.

O remake assinado por Maria Adelaide Amaral, depois de estrear com 29 pontos, conseguiu registrar média de 31 pontos na última semana.

A divertida disputa entre os costureiros Jacques Leclair e Victor Valentin já chegou ao Twitter, rede de relacionamentos na qual os personagens já contam com perfis fajutos, o que não deixa de ser uma espécie de termômetro para o sucesso deles.

Para Roberto Edson de Almeida, mestre em comunicação social pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Ti-ti-ti é bem-sucedida porque apostar em elementos clássicos do folhetim típico do horário das 19h.

– Tempos Modernos tinha diálogos mais pretensiosos e que não eram coloquiais, o que dificultava a identificação com o grande público. Além disso, era bem soturna. Em Ti-ti-ti os diálogos são simples e a novela é mais solar e alegre.

O especialista aponta a veia cômica da adaptação para a obra de Cassiano Gabus Mendes como elemento crucial para o sucesso.

– O horário das 19h é caracterizado por novelas leves e bem-humoradas, e o público tende a gostar mais do que ele está acostumado.

Almeida ainda elogia o trabalho de Maria Adelaide na abordagem da homossexualidade dos personagens Julinho (André Arteche) e Osmar (Gustavo Leão), que chamara a atenção do público já na primeira semana da novela, mesmo com a morte precoce de Osmar no quarto capítulo.

– Eles conquistaram o público por serem de bom caráter. Um avanço foi a proximidade física entre o casal homossexual. Apesar de não ter existido o beijo, dava para ver que eles eram carinhosos, sem ser apelativo ou vulgar. A autora conseguiu andar bem em cima dessa linha tênue que é abordar a homossexualidade na TV.

E o assunto continua na pauta no folhetim, mesmo com a morte de Osmar, já que a mãe do personagem, Bruna (Giulia Gam) não aceita a ideia de que o filho fosse gay, preferindo se iludir com a certeza de que o filho que Marcela (Ísis Valverde) espera é seu neto – o que não passa de uma armação de seu marido, Gustavo (Leopoldo Pacheco), para vê-la feliz.

Em declaração ao site da trama, o ator André Arteche, que vive Julinho, diz que, para ele, Bruna sabe, sim, a verdade sobre seu filho.

– Acho que ela sabe de tudo, que o Osmar era homossexual e que o Julinho era o companheiro dele. Ela pode escolher não aceitar ou então esconder o jogo.

Pelo jeito, apesar dos contornos coloridos da disputa entre os costureiros, Ti-ti-ti não deixa o drama completamente de lado. Esperta, a autora só não erra na dose, deixando tudo na medida que o povo gosta.

R7

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Redação TV Foco