Time espanhol prepara sua última cartada para tentar arrancar Antony do Manchester United em meio às indefinições sobre o futuro do atacante
O Manchester United vive dias de incerteza com Antony. O atacante brasileiro, que parecia perdido em Manchester, reencontrou o bom futebol no Betis. Desde janeiro, quando chegou emprestado, somou 26 jogos, 9 gols e 6 assistências. Mais do que números, voltou a sorrir dentro de campo e fora dele. Ele próprio disse em entrevistas que acorda e dorme feliz em Sevilha, algo raro desde a sua saída do Ajax.
Porém, o Betis percebeu esse impacto e agora tenta de todas as formas estender a relação, mas encontra uma muralha: o United. O clube inglês não abre mão de uma venda definitiva, enquanto os espanhóis sonham com um empréstimo com cláusula de compra mais acessível.

No entanto, o dinheiro pesa. O Manchester United desembolsou cerca de 95 milhões de euros ao Ajax em 2022. Até hoje, a conta não fechou. O retorno esportivo foi mínimo, e a torcida se cansou. Agora, os dirigentes calculam: pedem algo perto de 30 milhões de libras (35 milhões de euros) para liberar Antony de vez.
O Betis, por sua vez, não passa de 20 milhões em sua proposta. Parece pouco, mas para os cofres do time espanhol é muito. A diferença não é apenas numérica, é de lógica: um lado quer recuperar o que perdeu, o outro tenta não afundar suas finanças para segurar um jogador que, ao mesmo tempo, já caiu no gosto da torcida.
O que Antony tem feito?
Enquanto isso, Antony treina separado em Manchester. Não faz mais parte dos planos de Rúben Amorim, o novo técnico. Esse afastamento confirma o que já era claro: o clube não conta mais com ele. Do outro lado, Manuel Pellegrini pede paciência e repete em entrevistas que o brasileiro foi essencial no bom desempenho do Betis na temporada passada.
Além disso, na Espanha, Antony foi peça central da equipe. Seus gols e assistências ajudaram o Betis a garantir vaga na Europa League. Também foi decisivo na Conference League, onde o time chegou até a final. Dentro de campo, mostrou confiança, dribles e velocidade.
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O United, porém, pensa em outra lógica. Precisa vender para abrir espaço, aliviar salários e tentar novos reforços. Antony, aos olhos dos dirigentes, representa mais um peso do que um projeto. Um investimento que não deu certo. Por isso, tratam a atual negociação quase como uma chance de se livrar de um capítulo mal resolvido.
Por fim, o Betis, sem tanto dinheiro, busca alternativas. Estruturar um empréstimo longo com compra obrigatória no fim. Tentar formas criativas de pagamento. Até já se falou em modelos pouco usuais, como crowdfunding de torcedores para ajudar no negócio.
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Autor(a):
Wellington Silva
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