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Torcedor é demitido de empresa após xingar comentarista da ESPN e gera revolta na web

Mauro Cézar Pereira é comentarista da ESPN Brasil. (Foto: Divulgação)
Mauro Cézar Pereira é comentarista da ESPN Brasil. (Foto: Divulgação)

Um dos comentaristas esportivos mais polêmicos da TV brasileira na atualidade, Mauro Cézar Pereira, da ESPN Brasil, se envolveu em mais uma controvérsia.

Tudo começou ontem (20), quando o jornalista usou o Twitter para criticar a equipe do Flamengo pela partida contra o Madureira, válida pelo Campeonato Carioca, apesar da vitória do clube rubro-negro por dois a zero.

“Flamengo enfrenta o Madureira, que tem mando de campo e joga no Maracanã. É um dos piores times do Campeonato Carioca, mesmo assim, fez o Diego Alves [goleiro do Flamengo] trabalhar e só está perdendo porque a arbitragem não marcou um impedimento claro de Gabigol [atacante do Flamengo] no 1-0 do primeiro tempo. E há quem se satisfaça”, escreveu.

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Nos comentários da publicação, vários internautas criticaram a posição de Mauro Cézar, entre eles um torcedor do Flamengo, chamado Reginaldo Guilarducci, que se excedeu e acabou xingando o comentarista da ESPN: “Vtnc era para estar 7 x 1 vc é um bosta…”.

Mauro Cézar decidiu responder o comentário de Reginaldo, e expôs o nome da empresa para qual o torcedor trabalha, a multinacional ArcelorMittal, uma informação que consta na própria descrição do seu perfil na rede social. “Lá na empresa eles estimulam os funcionários a xingar as pessoas pura e simplesmente por discordar em algo sobre futebol?”, escreveu o comentarista.

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A citação chegou ao conhecimento da ArcelorMittal, que segundo o próprio torcedor, decidiu demiti-lo. “Obrigado Mauro. Acabo de ser desligado da empresa… Deus é maior!!!!”, escreveu Reginaldo.

O caso ganhou repercussão no Twitter. Alguns internautas saíram em defesa de Mauro Cézar, alegando que ele foi vítima de um ataque, e que o próprio torcedor deveria se responsabilizar pelo seu ato. A maioria, no entanto, demonstrou revolta, acusando o comentarista de ter exposto o torcedor e induzir a empresa a demiti-lo. Muitos chegaram a promover uma campanha para que a ArcelorMittal readmita Reginaldo. Diante da polêmica, o nome do comentarista ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Horas depois, na rede social, Mauro tentou se defender das acusações. “Internet não é terra sem lei. O agressor é quem ofende, o ofendido é a vítima. Quem xinga gratuitamente pelas redes sociais arca com as consequências. A decisão de demitir um funcionário que age assim não é da vítima, mas da empresa. Discordar? Sim, mas com respeito e sem ofensas. Quem ainda não entendeu isso acha que o agressor é vítima. Ninguém tem esse direito. Com o pedido de desculpas do Reginaldo, de minha parte aceito, espero que amadureça e aprenda essa lição. E que outros por aqui também aprendam. Agora cabe à ArcelorMittal analisar o caso”, escreveu o comentarista, que é alvo frequente de ofensas e ameaças nas redes sociais.

Torcedor xingou o comentarista Mauro Cézar Pereira. (Foto: Reprodução)
Torcedor xingou o comentarista Mauro Cézar Pereira. (Foto: Reprodução)

ARREPENDIMENTO

Em entrevista ao jornal O Dia, Reginaldo deu detalhes da demissão e disse estar arrependido do xingamento. “Sou um flamenguista fanático. Enquanto acompanhava, entrava em grupos de torcedores e amigos. Num momento que estava mais agitado com o jogo, o Mauro Cezar fez um post e eu comentei da seguinte forma: ‘Vai tomar no c…, era para estar 7 a 1. Você é um b…’. Na verdade, eu poderia ter colocado que o comentário era uma b…”, disse.

“Acordei cinco horas da manhã para trabalhar, trabalhei o dia todo e no final do horário fui chamado para o escritório do gerente. Quando eu cheguei, as conversas com o Mauro Cezar já estavam impressas na mesa. O que tem a ver a Arcelor com o jogo do Flamengo? Eu estava em casa, com o meu celular, não com o celular corporativo. Estava na sala da minha casa. Posso ter errado de ter xingado, mas não tem nada a ver com a empresa”, completou.

Mauro Cézar, que também chegou a enviar um e-mail pedindo uma posição da ArcelorMittal em relação ao comentário do torcedor, revelou que teve uma conversa mais profunda com Reginaldo, e que não esperava que a empresa o demitisse. “A decisão posterior é da empresa, não minha. Não sugeri que mandassem ninguém embora, esperava que fosse orientado e escrevi isso. Quando ele se desculpou, conversamos e me pediu que falasse com a companhia”, explicou. “Aceitei as desculpas e pedi que reavaliassem a situação ante o arrependimento dele. Ele tem família, e seu caso provavelmente fará com que outras pessoas, empregadas naquela empresa e em tantas outras, repensem antes de ofender moral, pública e gratuitamente as pessoas pelas rede”, finalizou.

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