Além do modelo do carro: Uber informa mais 3 exigências para estar na categoria Black em 2026

Uber Black com novas exigências aos motoristas (Reprodução: Divulgação)
Uber confirma novas regras para 2026 e informa mais três exigências além do modelo do carro para motoristas entrarem na categoria Black
As mudanças anunciadas pela Uber para a categoria Black em 2026 começaram a movimentar motoristas de aplicativo em todo o Brasil e abriram uma nova discussão sobre custo, planejamento e retorno financeiro para quem depende das categorias premium para gerar renda. Depois de confirmar uma ampla revisão na lista de veículos aceitos, a empresa deixou claro que, a partir de janeiro de 2026, não basta apenas comprar um carro que esteja dentro da relação de modelos liberados.
A plataforma passou a exigir outros critérios obrigatórios para manter o padrão considerado premium dentro do serviço. A atualização pegou muitos parceiros de surpresa, principalmente aqueles que haviam acabado de investir em veículos novos acreditando que poderiam operar normalmente na Black pelos próximos anos.
Alguns modelos recém-lançados, inclusive, ficaram de fora da lista. Mas além dessa exclusão de carros específicos, outro detalhe chamou atenção: a Uber confirmou que existem pelo menos três exigências adicionais que continuam obrigatórias para qualquer motorista que queira permanecer ou entrar na categoria Black em 2026.
A decisão já produz impacto no planejamento de milhares de profissionais que trabalham com transporte por aplicativo e enxergam na Black uma oportunidade de aumentar o faturamento por corrida.
A mudança entrou oficialmente no radar dos motoristas depois que a própria Uber Brasil publicou o comunicado explicando os novos critérios para as categorias premium. O anúncio mostrou que vários carros deixariam de ser aceitos a partir de 5 de janeiro de 2026, incluindo modelos como Renault Kardian, Citroën Basalt, Caoa Chery Tiggo 3X, Peugeot e-2008, Hyundai Kona Hybrid e veículos da JAC Motors.

Ao mesmo tempo, a empresa atualizou anos mínimos de fabricação em diversas capitais. Em cidades como São Paulo, Curitiba, Brasília, Fortaleza e Porto Alegre, por exemplo, os veículos da Black precisam ser fabricados a partir de 2019, salvo exceções específicas para alguns modelos.
Com isso, muitos motoristas passaram a olhar não apenas para o modelo do carro, mas para todos os requisitos técnicos exigidos pela plataforma antes de investir em um novo automóvel.
Três exigências adicionais
A primeira delas é o ar-condicionado funcionando perfeitamente. Pode parecer básico, mas a Uber reforçou que o item continua obrigatório para a categoria Black. Não basta o carro possuir o equipamento instalado.
O sistema precisa estar em pleno funcionamento, oferecendo conforto térmico aos passageiros durante toda a corrida. Em categorias premium, a experiência do usuário pesa diretamente na avaliação final da viagem.
A segunda exigência envolve a carroceria do veículo. O carro precisa obrigatoriamente ter quatro portas. Modelos com duas portas continuam fora do padrão aceito pela plataforma. Essa regra existe porque facilita embarque e desembarque, especialmente em viagens corporativas, aeroportos ou deslocamentos com mais passageiros.
A terceira exigência diz respeito à cor do automóvel. Em 2026, a Uber manteve a regra que restringe a Black a determinadas tonalidades. Os veículos precisam estar nas cores preto, chumbo, prata, cinza, azul-marinho, marrom ou branco. Carros em tons mais chamativos, como vermelho, amarelo ou verde, por exemplo, não entram na categoria premium mesmo que atendam aos demais critérios.
Mas as exigências não param no carro
Para dirigir na Black, o parceiro também precisa cumprir requisitos ligados ao próprio desempenho dentro da plataforma. A Uber informou que o motorista precisa ter mais de 100 viagens concluídas em outras categorias do aplicativo, com exceção de Uber Moto, Envios Moto e Uber Táxi. Em outras palavras, a empresa quer que o profissional tenha experiência comprovada antes de operar no serviço premium.
Além disso, a plataforma exige uma nota mínima de avaliação. O sistema de avaliação da Uber funciona com base nas notas dadas pelos passageiros, normalmente de uma a cinco estrelas. Na Black, a média exigida chega a 4,85 em várias cidades brasileiras.
Isso significa que o motorista precisa manter um padrão alto de atendimento, limpeza do veículo, cordialidade e direção segura para continuar ativo na categoria.

O impacto dessas mudanças já apareceu entre motoristas nas redes sociais e fóruns especializados. Em discussões públicas no Reddit, vários parceiros relataram preocupação com financiamentos recentes feitos justamente para atuar na categoria Black.
Alguns afirmaram que compraram carros acreditando que estavam dentro do padrão premium e, poucos meses depois, descobriram que os modelos não seriam mais aceitos em 2026. Outros relataram dúvidas sobre a real valorização de determinados SUVs compactos dentro do mercado de aplicativos.
Para quem pensa em entrar na Black neste ano, a principal mensagem da nova atualização é clara: olhar apenas o modelo do carro já não basta. O motorista precisa analisar ano de fabricação, cor, equipamentos obrigatórios, histórico de viagens e até sua nota dentro do aplicativo antes de investir dezenas de milhares de reais em um automóvel.
Com as novas regras já em vigor, quem ignorar esses detalhes pode descobrir tarde demais que comprou o carro cert, para a categoria errada.
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