Projeto e Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) revela previsões para o salário mínimo de 2027 a 2029
Em 2026, o salário mínimo nacional está fixado em R$ 1.621, mas esse valor não será mantido nos próximos anos. O Ministério do Planejamento e Orçamento já apresentou as projeções oficiais para o piso salarial até 2029 através do Projeto e Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2026.
De acordo com o portal Estadão, o salário mínimo pode chegar a cerca de R$ 1.724 em 2027, R$ 1.823 em 2028 e R$ 1.925 em 2029, considerando os parâmetros econômicos atuais.
No entanto, é importante ressaltar que esses valores não são definitivos e mudam ano a ano.
Os valores são apenas projeções técnicas que podem sofrer alterações conforme a inflação real, o desempenho do PIB e eventuais mudanças nas regras fiscais.
Mesmo assim, o cenário indica que o piso nacional continuará avançando de forma gradual, com reajustes anuais que buscam repor a inflação e garantir ganhos reais aos trabalhadores e demais brasileiros.
Como funciona o reajuste do salário mínimo?
De acordo com o governo, atualmente, o cálculo do piso nacional segue uma regra que combina dois fatores principais:
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- A inflação medida pelo INPC, apurada pelo IBGE
- O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que pode gerar aumento real acima da inflação
Porém, com o novo arcabouço fiscal, o governo estabeleceu um limite para o aumento adicional, que pode variar entre 0,6% e 2,5% ao ano, mesmo que o PIB cresça mais que isso.
Na prática, o salário mínimo sempre acompanha a inflação e pode ter um acréscimo real , mas dentro do teto legal para evitar desequilíbrios nas contas públicas.
Piso nacional vai além da remuneração do trabalhador com carteira assinada
Além dos trabalhadores com carteira assinada (CLT), o piso nacional é referência para diversos benefícios, como:
- Abono salarial PIS/Pasep
- Benefícios do INSS, como aposentadoria e auxílios
- Benefício de Prestação Continuada (BPC)
- Seguro-desemprego
- Correiros de renda para inscrições no Cadastro Único
- Contribuições mensais dos Microeemprededores (MEIs)
Desse modo, qualquer reajuste tem impacto direto tanto no bolso de milhões de brasileiros quanto no orçamento do governo federal.
De acordo com o governo, cada aumento de R$ 1 no piso nacional gera um custo adicional de cerca de R$ 420 milhões nas despesas públicas.
Por exemplo, o reajuste de R$ 103, aplicado no ano de 2026, pode representar um acréscimo aproximado de R$ 42,2 bilhões nas despesas obrigatórias.
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Autor(a):
Giovana Misson
Formação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, é colunista do portal TV Foco desde 2020, com foco em beleza, televisão e celebridades. Com apuração jornalística rigorosa, tem como compromisso informar o público com credibilidade e precisão. Apaixonada por moda e pelo universo das celebridades, acompanha de perto as principais tendências e acontecimentos. Antes disso, atuou como assessora de imprensa e redatora.



