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Venda à Fiat e fim de produções: O adeus de montadora que ressurge das cinzas após anos


Montadora / Logo da Fiat - Montagem TVFOCO

Com inclusive venda a Fiat, a montadora acabou ressurgindo das cinzas

Em meio a tantas montadoras que são verdadeiros sucessos no Brasil e no mundo, nesta segunda-feira (15), o destaque vai para uma gigante que acabou sendo vendida a Fiat.

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Logotipo da FIAT (Reprodução - Internet)
Logotipo da FIAT (Reprodução – Internet)
Logo da Fiat (Foto: Reprodução / Internet)
Logo da Fiat (Foto: Reprodução / Internet)

Assim, para a felicidade dos amantes de um bom carro, vocês irão conferir tudo sobre o adeus de montadora que ressurgiu das cinzas após anos, e sem dúvidas, a notícia chega como um verdadeiro presente.

Bom, estamos falando da Fábrica Nacional de Motores (FNM), cuja história se iniciou ainda nos anos 40, durante o Governo Vargas, na cidade de Duque de Caxias-RJ, distrito de Xerém. Segundo o portal FNM ALFA, ela que foi idealizada pelo Brigadeiro Antônio Guedes Muniz, e teve sua fundação oficialmente cravada no dia 13 de junho de 1942.

É importante falar que seu foco inicial estava na construção de motores aeronáuticos, que seriam utilizados em aviões de treinamento militar. Vale dizer que na época do seu surgimento o mundo enfrentava a Segunda Guerra Mundial.

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Pois bem, em troca de poder fazer uso das bases militares no nordeste brasileiro, o governo norte americano ofereceu incentivos financeiros e assistência técnica, para a construção tanto da FNM, como da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

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Porém, a produção começou pra valer em 1946, quando o maquinário ficou pronto. Com isso, pouquíssimas unidades de motores de avião chegaram a ser construídos pela FNM, uma vez que com o fim da guerra, os mesmos já estavam ultrapassados e se tornaram defasados.

Vale destacar que na época a FNM já era chamada de “cidade dos motores”.

Após isso, a montadora passou por uma intensa reformulação.Como ela contava com excelentes máquinas importadas para a fabricação daqueles motores, cujos quais facilmente se adaptavam a vários outros tipos de produção, ela deu inicio a fabricação de:

  • Geladeiras;
  • Compressores;
  • Bicicletas;
  • Tampinhas de garrafas
  • E até peças para trem.

Contudo, foi no inicio de 1949 a FNM firmou contrato com a Italiana Isotta Fraschini para a fabricação de um caminhão Diesel de 7,5 lt, inicialmente apenas montado aqui, mas com projeto de nacionalização progressiva. Até o fim daquele ano foram entregues 200 desses caminhões, denominados FNM IF-D-7300 para 7.500 kg. 

Foi então, que em 1951, se iniciou a produção do FNM D-9,500, mas a sua comercialização só se daria no início de 1952. Graças a suas características de grande robustez, foi imediatamente muito bem aceito no mercado.

Isso por ser o único caminhão na época a possuir uma espaçosa cabine leito dotada de duas camas, ideal para longas viagens, que então duravam de semanas a meses.

Já no ano de 1968, a fábrica foi vendida de vez para a Alfa Romeo que posteriormente acabou sendo vendida de vez para Fiat, em 1973.

De acordo com o portal Blog do Caminhoneiro, a produção de um dos seus modelos mais aclamados, o  D-11000 seguiu até 1972, quando foram apresentados os novos modelos FNM 180 e 210, com nova cabine e muitas melhorias técnicas. Esses novos caminhões derivavam de projeto do Alfa Romeo Mille, que foi fabricado na Itália entre os anos de 1958 e 1964.

Após o fim das produções do modelo na Itália, os equipamentos foram enviados pela Alfa Romeo para a FNM, para que o 180 pudesse ser fabricado no Brasil.

O 180 e o 210 foram fabricado no país até 1977 como modelos FNM, e depois como Fiat Diesel, até 1979.

Apesar da mudança de nome, para Fiat 180, o caminhão continuava praticamente idêntico ao modelo apresentado em 1972.

Depois de 1979, entraram em cena modelos Fiat, como o 190 e os leves 130. Ainda de acordo com o Blog Diário do Caminhoneiro, a  história da FNM foi encerrada oficialmente no ano de 1985.

Isso porque em junho daquele ano, um dos diretores da Fiat Caminhões no Brasil, Camilli Donatti, anunciava no Rio de Janeiro, a paralisação das linhas de montagem da empresa.

Na época, vale falar ainda, foram reduzidos de cerca de 600 para 100, os funcionários da empresa que antes era a poderosa Fiat Diesel que passaram a se dedicar exclusivamente na fabricação de peças para reposição da grande frota Fiat/FNM circulante no Brasil.

Durante os anos em que produziu caminhões, de 1949 a 1985, foram fabricados 57.330 caminhões pesados, 9.129 médios, 6.756 leves e 2.684 ônibus, totalizando 75.899 veículos produzidos.

Pois bem, destacamos ainda que apesar de milhares de caminhões FNM ainda circularem pelo país, como mencionamos no texto, a marca deixou de ser usada após a Fiat encerrar a produção dos modelos no ano de 1985.

Mas, segundo informações coletadas no Estadão, no ano de 2020, a marca ressurgiu das cinzas e voltou ao cenário nacional. Vale dizer que ela foi registrada no ano de 2006, com o mesmo brasão derivado do logotipo da Alfa Romeo, mas voltada a ser a Fábrica Nacional de Mobilidades.

Esse retorno triunfal se deu graças a uma parceria entre os empresários José Antonio e Alberto Martins  e a Agrale. No ano de 2021, a FNM Elétricos já tinha recebido mais de 7 mil encomendas dos novos caminhões, de diversas empresas, sendo o lote mais representativo adquirido pela Ambev, onde foram realizados os testes.

A empresa negociou a aquisição de 1.000 caminhões dos modelos 832 e 833 além de planejar adquirir também novos modelos, que a FNM Elétricos produziria nos próximos anos, com menor e maior capacidade de carga.

A empresa já havia anunciado a produção de vans elétricas, com PBT de 3,5 e 6,5 toneladas, batizadas de 837 e 838.

Que fim levou a FNM?

Por fim, diante de pesquisas, a última notícia da FNM ocorreu ainda em 2023, quando a montadora apresentou seu novo caminhão 100% elétrico 831, com PBT (peso bruto total) de 11 toneladas. De acordo com o portal da própria FNM, o modelo de porte médio entrou em um segmento abaixo do 833, que possui capacidade de 18 toneladas.

A marca divulgou até o momento uma única foto do 831 e não forneceu ainda mais nenhuma informação técnica sobre o produto. O 831 foi produzido na planta industrial da Agrale em Caxias do Sul (RS) e compartilha com os caminhões da montadora gaúcha a mesma cabine em fibra de vidro, o chassi e as suspensões.

A frente do novo elétrico da FNM segue o design já adotado no irmão maior, com grade frontal e faróis inspirados nos antigos “Fenemê” D-11000.

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Autor(a):

Eu sou Bianca Rayla, Administradora por formação, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN e Redatora Web por amor e vocação. Apaixonada por cobrir o mundo das celebridades desde 2018, já passei por diversos sites do mundo do entretenimento. Apaixonada por música sertaneja e uma boa fofoca, faço matérias diariamente sobre os mais diversos assuntos, com foco nos artistas da Globo , os quais tenho grande admiração. Meu e-mail é: bianca.rayla@otvfoco.com.br Minhas redes sociais são: