Proibidas? 5 novelas que nunca poderão ser reprisadas pela Globo
Prática de reaproveitar fitas magnéticas nos anos 70 apagou produções aclamadas da Globo, restando apenas fragmentos; Veja o que rolou Quem ama teledramaturgia sabe o quanto a Globo preserva a história das suas produções em seus acervos. No entanto, o…
Prática de reaproveitar fitas magnéticas nos anos 70 apagou produções aclamadas da Globo, restando apenas fragmentos; Veja o que rolou
Quem ama teledramaturgia sabe o quanto a Globo preserva a história das suas produções em seus acervos.
No entanto, o que poucos sabem é que a emissora enfrenta um obstáculo irreversível no resgate de produções pioneiras.
Ao menos cinco novelas da década de 70 jamais poderão ser reprisadas na íntegra na TV aberta ou no canal Viva.
Mas isso não indica uma proibição ou uma restrição judicial…
Isso porque, naquela época, o alto custo das fitas magnéticas e a ausência de uma cultura de preservação audiovisual levavam a emissora a reaproveitar as mídias e gravar novos conteúdos por cima das mídias antigas.
Como resultado, produções históricas contam hoje com apenas seis capítulos preservados, inviabilizando exibições contínuas.
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Uma era perdida?
De acordo com um levantamento apontado pelo portal Metrópoles, durante os anos 70, a faixa das 18h consolidou-se com um projeto focado em transformar grandes obras da literatura brasileira em folhetins.
Embora tenham marcado época, a maior parte do acervo dessas produções se perdeu:
- Helena (1975): Exibida em 20 capítulos, a obra foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por Herval Rossano. Adaptada do romance de Machado de Assis, marcou história como o primeiro folhetim do horário totalmente dedicado às adaptações da literatura nacional;
- Vejo a Lua no Céu (1976): Esteve no ar em 99 capítulos. Escrita por Sylvan Paezzo e dirigida por Herval Rossano, adaptou o conto de Marques Rebelo. A trama retratou o amor proibido entre o jovem de classe alta Fernando (Eduardo Tornaghi) e a humilde Suzana (Norma Blum), cujo romance terminou com a morte do casal e um reencontro espiritual;
- O Feijão e o Sonho (1976): Teve 85 capítulos e foi a primeira novela escrita por Benedito Ruy Barbosa para a faixa, sob direção de Herval Rossano. A trama adaptou o livro de Orígenes Lessa, apresentando o choque entre o poeta idealista Juca (Cláudio Cavalcanti) e sua esposa pragmática, Maria Rosa (Nívea Maria);
Mais tramas:
- À Sombra dos Laranjais (1977): A produção somou 91 capítulos e inspirou-se livremente na peça de Viriato Correia. Sylvan Paezzo iniciou a escrita da história e Benedito Ruy Barbosa assumiu os roteiros do folhetim. Faltando duas semanas para a estreia, o ator principal Rogério Fróes adoeceu. O diretor Herval Rossano assumiu o papel do protagonista Pedro Lemos no susto. A trama trazia Ary Fontoura como o palhaço Estopim e Marília Barbosa como Ritoca;
- Sinhazinha Flô (1977): Exibida em 82 capítulos, foi escrita por Lafayette Galvão. A obra homenageou o centenário de morte de José de Alencar, unindo os romances A Viuvinha, Til e O Sertanejo. A história acompanhou Flora (Bete Mendes), que lutava pela emancipação feminina e vivia dividida entre Jorge e o vaqueiro Arnaldo (Eduardo Tornaghi).
O que a Globo faz para preservar as memórias das novelas?
Embora uma reexibição completa na televisão seja inviável, a emissora tem dedicado esforços para disponibilizar o material remanescente em suas plataformas digitais.
Por meio do Projeto Fragmentos, os poucos trechos salvos passam por processos de restauração para que estudantes, pesquisadores e fãs de telenovelas possam ter acesso ao registro histórico das produções que ajudaram a construir a identidade da TV brasileira.
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