De queridinha dos Shoppings a rival do Assaí: 2 gigantes do Brasil enfrentam falência em 2024
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Grandes varejistas, incluindo queridinha dos shoppings e supermercado tão renomado quanto o Assaí, entraram em crise e enfrentam falência em 2024
Desde 2022, o cenário pós-pandemia para diversos segmentos do comércio se transformou em um verdadeiro desafio, afetando desde grandes varejistas de shopping centers e até redes de supermercados.
Um dos fatores que contribuíram pela queda foi que, durante a pandemia, se acelerou a transformação digital, levando os consumidores a adotarem o e-commerce como um hábito consolidado.
Ao mesmo tempo, a inflação crescente, as taxas de juros elevadas e a perda do poder de compra da população dificultaram a recuperação de muitas empresas, que já haviam acumulado dívidas e enfrentavam custos operacionais cada vez mais altos.
Sendo assim, para muitos negócios que dependem do fluxo presencial, como os exemplos acima, sentem a pressão das margens apertadas e da concorrência de atacarejos como o Assaí.
Com isso, o resultado acaba culminando em crises ainda mais profundas, fechamentos e até mesmo falências.
Até mesmo grandes nomes
Falando nisso, a equipe especializada em economia do TV Foco, a partir de informações contidas nos portais Valor Econômico, UOL e CNN, separou dois casos chocantes, de varejistas que enfrentam a falência e crises em 2024.
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Esses casos incluem uma marca queridinha dos shoppings e até mesmo um grande rival do Assaí:
- Polishop: Desde 2022 vem enfrentando diversas crises financeiras, promovendo encerramento de atividades em unidades e ainda enfrenta o terror de uma possível quebra mesmo após ter injetado um valor milionário.
- Supermercado Dia Brasil: Supermercado tradicional que, após um período de crise, optou em sair do país vendendo seus ativos para gigante, tendo 347 lojas fechadas.
1- Polishop:
A Polishop é considerada uma das maiores varejistas brasileiras. Fundada ainda em 1999, por João Appolinário, ela se consolidou nos principais shoppings do país.
Entretanto, de acordo com o Valor Econômico, a mesma atravessa uma crise desde 2022:
- A rede, em crise, fechou dezenas de lojas deficitárias nos últimos 18 meses e precisou de aporte dos sócios para se manter.
- Como uma tentativa de reestruturação, a empresa decidiu reduzir o número de lojas físicas abertas, caindo de 280 para apenas 122, resultando em uma redução de 158 unidades.
Além disso, suas dívidas com shoppings como Iguatemi e Multiplan levou a processos judiciais e até mesmo em ordens de despejo em 2023.
Bens penhorados
Appolinário ainda enfrentou a penhora de alguns de seus valiosos bens pessoais, como suas 2 lanchas e uma motocicleta Harley-Davidson.
Tais medidas foram tomadas para saldar uma dívida relacionada ao aluguel de um espaço no shopping Tietê Plaza, em São Paulo, cobrada pela Marfim Empreendimentos Imobiliários.
A cobrança, que chega a R$ 351,7 mil, veio à tona com exclusividade pela equipe do colunista Rogério Gentile, do UOL, como podem ver no vídeo abaixo:
Em maio de 2024, a Polishop, com o nome Polimport, entrou com pedido de recuperação judicial para tentar conseguir escapar da falência.
De acordo com o portal Exame, a sua dívida atual está na casa dos 300 milhões, mais precisamente a quantia de 352,1 milhões de reais.
No dia 20 de maio de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o seu pedido de recuperação judicial, conforme exposto pelo portal G1.
Sendo assim, as execuções, arrestos, penhoras e constrições contra a empresa ficam suspensos por 180 dias.
Alegações:
De acordo com declarações de Appolinário, divulgadas pelo Portal Terra, as dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia se devem à:
- Crise da pandemia;
- Aumento do IGP-M (índice que corrige os preços de aluguéis);
- Crise de crédito, provocada pela Americanas.
Vale dizer que atualmente, a Polishop possui apenas 49 lojas físicas abertas em shoppings.
- Importância da Polishop: Desde a sua fundação, a empresa se empenha em facilitar a vida das pessoas por meio de soluções inovadoras e de qualidade. Por meio de uma grande rede de canais de comunicação, distribuição e vendas, a Polishop consegue alcançar hoje mais de 180 milhões de brasileiros.
1 — Supermercado Dia Brasil:
Por fim, em março de 2024, o supermercado Dia, no dia 21 de março, anunciou oficialmente a decisão de solicitar pela sua recuperação judicial no Brasil, citando resultados consistentemente desfavoráveis como principal justificativa.
O anúncio foi feito uma semana após a rede anunciar o fechamento de 343 supermercados e 3 centros de distribuição no Brasil.
Fechamentos, dívidas e decisão tomada:
Conforme informado pelo portal CNN, a dívida descrita no pedido de recuperação judicial soma R$ 1,1 bilhão.
Além disso, a varejista afirmou que a crise era resultado de uma série de problemas que se acumulam desde 2021:
- Inflação de alimentos;
- Forte concorrência do “atacarejo” como o mencionado Assaí
- Guerra de preços para atrair clientes.
De acordo com o portal Exame, a empresa, que dominou o mercado nacional por duas décadas, agora se retraiu, operando somente em São Paulo, após sucessivos prejuízos desde a sua chegada.
Sendo assim, o DIA passou a contar com um amplo plano de reestruturação cujo qual manteve apenas 244 lojas na capital.
Ao longo dos anos, o negócio acumulou o que chamamos de “queima de caixa”. No ano de 2023, o prejuízo foi de 154 milhões de euros, com um fluxo de caixa livre negativo em 37 milhões de euros.
Manifestação:
Por meio de uma nota, publicada na semana anterior à decisão, o grupo afirmou que: “Faria a posterior análise de diferentes alternativas estratégicas para o Dia Brasil”.
Agora as 244 lojas mantidas se concentram agora especialmente na:
- Capital de São Paulo;
- Algumas cidades da Região Metropolitana de São Paulo
- E no litoral, em Santos.
Também continuarão ativos, o programa de fidelidade Clube Dia e a venda de produtos de marca própria, uma característica muito forte da rede espanhola:
“O grupo vai ajustar seu escopo no país para concentrar seus negócios na região de São Paulo, onde tem uma maior rentabilidade e a concentração de lojas permite capilarizar a rede logística e redução de custos”
Além disso, o conselho aprovou investimento em Espanha e Argentina, visando maior rentabilidade e crescimento
Vale salientar que essa medida se assemelha bastante com a situação do Carrefour, que também decidiu fechar algumas lojas deficitárias e substituir por outras bandeiras da rede, como podem ver por meio deste link*.
Em que situação ficou a rede Dia após os fechamentos?
De acordo com o portal UOL, o grupo anunciou a venda de suas operações no Brasil no dia 31 de maio de 2024.
Apesar do Grupo sair do país a marca e as lojas, que se mantêm abertas e em operação devem continuar ativas normalmente.
Fora isso, as lojas serão mantidas pelo fundo criado pela gestora de ativos brasileira MAM Asset Management, que pertence ao Banco Master, cujo qual comprará a rede de supermercados.
O Dia vendeu seus negócios pelo preço simbólico de 100 euros, conforme podem ver no vídeo abaixo:
A empresa espanhola se comprometeu a transferir 39 milhões de euros para sua unidade brasileira antes da venda e o negócio fará com que o Dia registre um impacto contábil negativo de 101 milhões de euros em seu balanço, disse em documento divulgado hoje.
Conforme dito acima, o Dia está vendendo ativos para reduzir sua dívida financeira líquida. Segundo o grupo Dia no Brasil, suas operações em São Paulo empregam mais de 2.500 trabalhadores.
- Importância do mercado O Dia: O Dia é uma rede de supermercados originada na Espanha e se consolidou como um mercado de bairro. Desde então, ele sempre ofereceu o que há de melhor a preços mais acessíveis.
Para saber sobre mais casos como esses mencionados na matéria, clique aqui*
Considerações finais:
O varejo brasileiro enfrenta uma crise que se estende desde 2022. Porém, em 2024, o país foi marcado com o fechamento de grandes redes como a Polishop e a saída do Dia do país.
A combinação de fatores como a própria pandemia, a transformação digital, a inflação e o aumento das taxas de juros pressionou as empresas, levando-as à falência ou à venda de seus ativos.
A concorrência acirrada, especialmente com o crescimento do e-commerce e de atacarejos, acelerou esse processo.