Celebridades

Contratado da Globo, jornalista abandona Jornal Nacional para ler a Bíblia

Cid Moreira era o âncora do ‘Jornal Nacional’ (Foto: Reprodução)

O jornalista e apresentador Cid Moreira, aos 90 anos, é conhecido até hoje pelo trabalho que desempenhou no passado no Jornal Nacional. Ele bateu o recorde e se tornou o âncora que mais tempo esteve à frente de um mesmo telejornal, no entanto, afirma que não sente falta da bancada.

Apesar disso, ele não pensa em se aposentar, já que trocou a atração global pelas narrações da Bíblia, atividade que passou a exercer no final dos anos 90. Sobre o assunto, ele conversou com o UOL: “Não tenho saudade nenhuma porque hoje, na altura dos meus 90 anos, eu vivo uma fase que considero mais gloriosa”.

“Eu invisto em mim levando a palavra de Deus sempre que eu posso. É uma missão que vou cumprir até o último dia da minha vida”, completou ele, que conta com mais de 60 milhões de cópias de suas leituras da Bíblia vendidas. Em paralelo a isso, ele também continua fazendo narrações no Fantástico.

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Ele segue como contratado da Globo, mas sucesso com o seu Canal da Bíblia no YouTube e com palestras pelo país. Seu próximo projeto é narrar poemas de domínio público. Na entrevista, ele relembrou os 27 anos no comando do JN e o dia que tentou “subornar” um diretor da Globo para fazer um comercial com cachê de 1 milhão.

Cid Moreira era o âncora do ‘Jornal Nacional’ (Foto: CEDOC/TV GLOBO)

“Eu tentei subornar a direção oferecendo 10%. Armando Nogueira, diretor de jornalismo que era muito amigo meu, disse ‘Não. Você vai ter que escolher’. Aumentei para 20%, mas não adiantou. Então pensei, pensei, e resolvi ficar no jornalismo”, disparou ele, que recusou R$ 2 milhões para fazer propaganda de carne ao lado de Fátima Bernardes.

Ele foi abordado pelo grupo JBS, mas recusou por ser vegetariano. “Tenho princípios”, disse ele, que fez uma aplicação de silicone líquido no rosto que quase resultou na perda da visão. Sobre a vida sexual com a jornalista Fátima Moreira, com quem se relaciona há 16 anos, disse que “vai muito bem, obrigado”.

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O jornalista relatou também sobre um princípio de incêndio no estúdio no JN: “Botaram um plástico em um dos holofotes e, com o calor, aquilo começou a pegar fogo. O jornal estava no ar, eu e o Chapelin na bancada. O fogo gerou fumaça e a gente não sabia se continuava. Depois, colocaram o slide do ‘JN’ e fomos para os comerciais”.

Cid Moreira hoje faz narrações da Bíblia (Foto: Divulgação/UOL)

Já sobre a lenda de que apresentava o telejornal de short, ele disse que isso aconteceu uma vez:  “Foi num sábado de Carnaval. Eu estava descendo a serra e, por causa de um temporal, caíram árvores. Vim por Teresópolis e, por isso, perdi muito tempo. Cheguei em cima da hora. Faltavam cinco minutos e o Léo Batista já estava sentado na bancada”.

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“Eu tinha camisa, gravata e paletó. Como era só da cintura para cima, botei e sentei. De vez em quando, ainda tenho pesadelos [com o episódio]”, brincou. Por fim, contou sobre a proibição de comer no estúdio, que veio após uma mosca voar pelo cenário do Jornal Nacional durante a apresentação.

“Espantei [a mosca] com a mão durante a apresentação. Por causa disso, foi proibido comer lanche dentro do estúdio. Dava até demissão neste caso. As pessoas comiam na redação e isso atraía moscas”, revelou.

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Sobre o autor

Lucas Medeiros

Twitter: @luccasmeddeiros
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