Dívida de R$127M: Loja queridinha nos shoppings do Brasil apela para não ir à falência

Loja queridinha dos shoppings do Brasil enfrenta dívida milionária de R$ 127 milhões e busca recuperação para evitar falência

Falência - Loja queridinha dos shoppings (Foto: Reprodução, Montagem - TV Foco)

Loja queridinha dos shoppings do Brasil enfrenta dívida milionária de R$ 127 milhões e busca recuperação para evitar falência após forte crise financeira

A loja argentina Havanna, conhecida principalmente pelos alfajores e cafés presentes em shoppings brasileiros, entrou em um processo de recuperação extrajudicial no país para tentar reorganizar suas dívidas e preservar a operação. A empresa busca negociar aproximadamente R$ 127 milhões em débitos com credores, evitando uma possível crise financeira mais profunda.

A loja que conquistou consumidores brasileiros com produtos tradicionais da marca argentina enfrenta dificuldades em meio ao cenário de pressão sobre empresas do varejo. A estratégia adotada envolve um acordo direto com credores para reestruturar compromissos financeiros e manter o funcionamento das unidades espalhadas pelo país.

Fundada na Argentina, a Havanna está presente em cerca de 12 países, incluindo o Brasil (Foto: Divulgação)

Havanna tenta reorganizar as contas no Brasil

A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie suas dívidas sem passar pelo mesmo modelo de recuperação judicial tradicional. Nesse formato, a companhia apresenta uma proposta aos credores e busca adesão para reorganizar os pagamentos.

No caso da Havanna, a medida representa uma tentativa de equilibrar as obrigações financeiras enquanto mantém as atividades comerciais. Além disso, o mecanismo costuma ser utilizado por empresas que ainda possuem operação considerada viável, mas enfrentam dificuldades de caixa.

A movimentação ocorre em um momento de aumento das renegociações empresariais no Brasil. Segundo levantamento citado pela Reuters, mais companhias passaram a recorrer à recuperação extrajudicial diante do impacto dos juros elevados e do endividamento acumulado nos últimos anos.

Marca argentina ganhou espaço nos shoppings brasileiros

A loja Havanna chegou ao mercado brasileiro apostando na força da marca construída na Argentina. A empresa ficou conhecida pelo alfajor tradicional, pelos cafés e pelo modelo de cafeterias instaladas principalmente em centros comerciais.

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Com o passar dos anos, a marca ampliou sua presença no Brasil por meio de franquias e pontos de venda próprios. Entretanto, o setor de alimentação fora do lar enfrentou mudanças importantes após a pandemia, com aumento de custos, transformação no comportamento dos consumidores e maior concorrência.

Além disso, empresas do varejo passaram a lidar com despesas mais altas relacionadas a aluguel, fornecedores e financiamento. Esse conjunto de fatores pressionou negócios de diferentes segmentos e levou algumas companhias a buscar alternativas para preservar suas operações.

Recuperação extrajudicial busca evitar uma crise maior

A loja agora depende das negociações com seus credores para avançar com o plano de reorganização. Caso o acordo seja aprovado dentro das regras previstas, a empresa poderá ajustar prazos e condições de pagamento.

De acordo com decisões recentes envolvendo processos semelhantes, a recuperação extrajudicial não atinge automaticamente todos os credores. Os efeitos dependem da inclusão dos créditos no plano e da participação dos envolvidos na negociação.

Dessa forma, o processo representa uma tentativa de encontrar uma solução financeira sem interromper completamente as atividades. A proposta busca preservar empregos, contratos comerciais e a continuidade da marca no mercado brasileiro.

Cenário do varejo aumenta desafios para empresas

A situação da Havanna acompanha uma fase de maior atenção sobre empresas brasileiras e estrangeiras que atuam no país. Nos últimos anos, grandes grupos também recorreram a mecanismos de renegociação para reorganizar seus balanços financeiros.

Cafeteria Havanna do Shopping Estação, de Cuiabá, fechou as portas em 2023 (Foto: Divulgação)

Embora a recuperação extrajudicial não signifique necessariamente falência, ela revela que a empresa enfrenta dificuldades relevantes. O objetivo principal é criar um ambiente de negociação que permita a continuidade do negócio.

A loja segue tentando manter sua presença entre consumidores brasileiros enquanto busca uma solução para o passivo acumulado. O resultado das negociações será determinante para definir os próximos passos da operação no país.

No resumo, a Havanna enfrenta uma dívida estimada em R$ 127 milhões e adotou a recuperação extrajudicial como alternativa para reorganizar suas finanças. A loja pretende negociar com credores, manter suas unidades funcionando e superar um período de pressão financeira que atinge parte do varejo.

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