Dívidas de até R$1B: 3 varejistas lutam contra a falência no Brasil

Três grandes varejistas acumulam dívidas que chegam a R$ 1 bilhão e enfrentam processos para evitar a falência. Veja os detalhes

Ilustração falência (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Três grandes varejistas acumulam dívidas que chegam a R$ 1 bilhão e enfrentam processos para evitar a falência. Veja os detalhes

O varejo brasileiro atravessa um período de dificuldades que atingiu até empresas conhecidas do público. Com dívidas bilionárias, marcas tradicionais recorreram à recuperação judicial para tentar reorganizar as contas e evitar a falência.

Entre os casos que mais chamam a atenção estão Tok&Stok, Estrela e Bombril. Apesar de atuarem em segmentos diferentes, as três enfrentam problemas financeiros em um cenário marcado por juros altos, crédito mais restrito e queda no consumo.

A seguir, veja todos os detalhes sobre essas três grandes varejistas que acabaram acumulando dívidas e enfrentam processos para evitar a falência.

Tok&Stok entrou na Justiça com dívida superior a R$ 1 bilhão

Conforme divulgado pelo G1, a Tok&Stok, que faz parte do Grupo Toky ao lado da Mobly, pediu recuperação judicial neste ano informando uma dívida superior a R$ 1 bilhão.

Segundo a empresa, a decisão foi motivada pela piora das condições do mercado de móveis e decoração. O grupo apontou que os juros elevados, o aumento do endividamento das famílias e a dificuldade para conseguir crédito reduziram as vendas e afetaram o caixa.

No pedido apresentado à Justiça, a companhia afirmou que busca preservar as operações, manter os serviços e renegociar suas obrigações financeiras enquanto continua funcionando.

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Além disso, a empresa solicitou medidas para garantir a continuidade das atividades, como a suspensão temporária de cobranças de dívidas e a manutenção de contratos considerados essenciais.

Estrela enfrenta crise

De acordo com as informações divulgadas pela CNN Brasil, a fabricante de brinquedos Estrela também entrou com pedido de recuperação judicial.

Conhecida por produtos como Banco Imobiliário, Detetive e Autorama, a empresa informou que passou a enfrentar dificuldades por causa do aumento do custo do crédito, da menor oferta de financiamento e das mudanças no comportamento dos consumidores, que passaram a investir mais em entretenimento digital.

Bombril também enfrenta dificuldades

Ainda de acordo com as informações divulgadas pela CNN Brasil, outra empresa tradicional que vive um momento delicado é a Bombril.

A companhia enfrenta problemas financeiros ligados a disputas tributárias bilionárias, além da pressão sobre sua estrutura de capital. O caso mostra que, embora muitas empresas sofram com o cenário econômico, cada crise possui causas diferentes.

Cenário econômico aumentou os desafios das empresas

O aumento dos juros nos últimos anos deixou o crédito mais caro tanto para consumidores quanto para empresas. Ao mesmo tempo, os bancos passaram a adotar critérios mais rígidos para liberar financiamentos.

Com menos consumo e maior dificuldade para renegociar dívidas, empresas que já apresentavam problemas financeiros perderam espaço para reorganizar as contas.

Dados da Serasa Experian mostram que 2025 registrou 977 pedidos de recuperação judicial, o maior volume desde 2016, refletindo o momento de dificuldade enfrentado por diversas companhias brasileiras.

Falência x Recuperação Judicial: Qual a diferença?

De acordo com o portal ‘Vem Pra Dome’,  ambos os institutos visam a satisfação de dívidas de uma empresa . Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento. No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa.

Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação e o negócio acaba fechando as portas. A recuperação judicial visa manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa pague as suas dívidas. Na outra, ocorre o encerramento, sendo considerado irrecuperável.

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