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DJ Tommy Love lança trabalho com artistas brasileiras e comenta sobre assédio: “Não é tanto quanto parece”

Próximo de lançar novo EP, Tommy Love concedeu entrevista exclusiva para a estreia do quadro 'Entrevista Pop' (Foto: Divulgação)
Próximo de lançar novo EP, Tommy Love concedeu entrevista exclusiva para a estreia do quadro ‘Entrevista Pop’ (Foto: Divulgação)

Olá, leitores deste querido e adorado site. A edição da coluna É POP! desta semana traz a vocês as principais informações sobre a indústria musical, como sempre. E, pensando no público, o conteúdo exclusivo será constante ao longo das próximas edições. Para dar o pontapé inicial, hoje tem a estreia do quadro Entrevista Pop, e o convidado especial é o DJ Tommy Love, que possui ótimos trabalhos no Brasil, incluindo o remix oficial de Where Have You Been (Rihanna), e hits com as brasileiras Wanessa e Nicky Valentine. As pistas sempre pegam fogo quando o Tommy comanda a festa! Nos destaques internacionais, tem Katy Perry, que retornará ao Brasil, o estudo acadêmico sobre Beyoncé e o novo álbum da Britney Spears. Vamos começar, guys!

Objeto de estudo

Não bastasse todo o sucesso, a dona da indústria musical virou alvo de pesquisa na Escola de Economia da Universidade de Harvard (querem mais ou basta?!). O que motivou a pesquisa foi aquela grande surpresa na qual Beyoncé lançou o Visual Album, em dezembro do ano passado pelo iTunes, e que vendeu mais de 600 mil cópias em três dias. A professora Anita Elberse, co-escritora do estudo, analisou as condições de custo, mercado, dificuldades e atitudes importantes em torno do álbum. Para isso, executivos da Apple, Columbia Records, Facebook e Parkwood Entertainment opinaram sobre o acontecimento. Alunos de MBA da universidade também foram questionados sobre o que fariam, caso trabalhassem para Beyoncé nesse projeto. Nem preciso comentar mais nada.

Rock in Rio 2015

E a primeira atração confirmada no evento foi… Katy Perry! Os fãs já podem comemorar o retorno na intérprete de This is How We Do, que deve trazer a Prismatic World Tour ao país. ““América do Sul! Tenho muita coisa planejada para vocês, mas primeiro eu gostaria de anunciar que sou uma das atrações principais do Rock In Rio no próximo mês de setembro! Fiquem de olho para mais informações”, revelou.

Katy também está cotada para fazer shows em grandes estádios de São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília. Uma beleza, né! Prevejo dquebrando seus porquinhos,  vendendo os órgãos e se alimentando de pão e ovo para não perder essa oportunidade. Vale a pena lembrar que antes da edição nacional, o Rock in Rio terá a sua versão em território estadunidense, no mês de maio, e várias atrações já circulam pela internet, como Taylor Swift, Metallica e Linkin Park.

E falando em evento musical…

Lollapalooza 2015

Circula pela rede o line up do Lollapalooza Argentina, que acontece no próximo. Normalmente, os eventos de datas próximas e locais diferentes costumam repetir as atrações e esse fato já causou um grande frisson nas redes sociais. Por quê? Por motivos de Iggy Azalea, Lana Del Rey e Sia. Na lista ainda aparece nada mais, nada menos que Pharrell William (Because i’m happy!), Coldplay, Lily Allen e Foster the People. Vamos aguardar pela confirmação das atrações, mas os ingressos já estão à venda no site Tickets for Fun. O evento acontecerá entre os dias 28 e 29 de março, no Autódromo de Interlagos (SP) e a entrada inteira custa R$ 580, para o primeiro lote.

Veja a imagem que circula na internet:

Ainda não houve confirmação sobre a veracidade da imagem (Foto: Reprodução)
Ainda não houve confirmação sobre a veracidade da imagem (Foto: Reprodução)

The Playback Returns

Para quem pensava que Britney Spears estava desligada do mercado, uma notícia bem interessante surgiu. A eterna “princesinha” do pop está planejando um novo CD, e as músicas possuirão temática de mulheres fortes e que fazem os homens se curvarem aos seus poderes, além de outras mais românticas (mamão com açúcar).

 A loira revelou o desejo de gravar com Katy Perry , Gwen Stefani e Iggy Azalea. Já viu se isso acontece mesmo? Ninguém segura. Entre playbacks e shows em Vegas (confirmados por mais dois anos), o novo trabalho começa a ganhar forma, e os admiradores da muda mais querida desse planeta, já aguardam – tomara que seja diferente do último trabalho que, convenhamos, foi um fiasco.

Bônus: Anitta internacional

Sempre na mídia, a cantora meiga, abusada, má e poderosa (ba dum tssss…) lançou um clipe especial, com cenas gravadas no período em que passou nas terras espanholas para gravar a nova versão de Zen, com parceria do rapper Rasel. Ao longo dos takes, o casal simula uma conversa romântica e simulam uma paquera. Bem engraçadinho o clima…

Olhem só:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=HRp9rpUtfoY[/youtube]

E agora, finalmente, a estreia da semana. A partir de hoje conto com um quadro para lá de legal: o “Entrevista Pop”. Nele, conversarei com vários artistas e profissionais importantes da indústria musical no país. Para a estreia, o convidado é o DJ mineiro Tommy Love, que revelou várias curiosidades sobre a carreira, dificuldades no país em produzir algo de grande nível e com quem seria a “featuring” dos sonhos.

Curiosamente, Marcel Reis (nome do Tommy) é formado em jornalismo e já trabalhou como repórter, âncora de telejornal e radialista, além de trabalhar como DJ nos tempos de faculdade. Atualmente ele mora em São Paulo, e lançará na próxima terça-feira (30) o seu novo EP, com participação de Wanessa, Li Martins (Ex-Rouge), Adrhyana Rhibeiro e Amannda.

Confira a entrevista na íntegra:

Marcos Martins: Quando surgiu o interesse em virar DJ?

T.L.: Foi nos anos 90. Desde criança eu tenho uma conexão muito grande com a música. Meu pai é radialista, e eu vivia na rádio com ele. Ficava na discoteca escutando de tudo, mas já curtia muito a música eletrônica. Na época o cara da rádio chamava esse gênero musical de “balanço”. Acho que foi ali que nasceu meu lado DJ.

M.M.: Você possui milhares de acessos no canal oficial (DJTommyLoveVEVO) e “plays” no SoundCloud (soundcloud.com/djtommylove). Como você observa essa popularidade significativa no Brasil, país em que outros gêneros musicais costumam dominar as paradas? É difícil fazer esse tipo de música no país?

T.L.: Tem muita gente que curte música eletrônica. Vários artistas que estavam fora desse cenário hoje lançam alguma coisa com um pezinho no eletrônico. Mas ser produtor musical no Brasil é muito complicado. Aqui tudo é caro, tem muitos impostos. É caríssimo investir em equipamentos adequados e estúdio. Na Europa, por exemplo, é mais fácil. Mesmo assim, tirando “leite de pedra”, a gente consegue. Amar o que faz é isso, superar as dificuldades. No final, o público sente esse esforço, acompanha o seu trabalho, segue nas redes sociais…

M.M.: A música eletrônica é diretamente ligada ao Pop, onde ocorre diálogo constante na composição e produção. Quais vertentes e estilos você costuma utilizar nas mixagens e quais você evita?

T.L.: Eu ouço de tudo. Tudo mesmo! O que estiver tocando eu ouço, até músicas que não gosto. Fico imaginando como foi criada, como aquela produção foi feita. Acho que em qualquer obra musical você pode extrair elementos para o seu trabalho. Mas, basicamente, eu sou produtor de House Music. Essa nunca vai desaparecer, vai resistir a qualquer tipo de modismo e revolução musical.

M.M.: Se pudesse escolher apenas um momento, dos quais você já vivenciou nesses anos de estrada, qual você escolheria como o mais marcante?

T.L.: O sonho de qualquer DJ iniciante é tocar em São Paulo, numa casa de renome. Quando comecei a carreira eu morava no interior, mas sempre que estava em São Paulo no fim de semana ia à Blue Space. Em 2009, se não me engano, cheguei na boate e o DJ Robson Mouse estava tocando uma produção minha. Fui lá correndo e na maior cara de pau me apresentei a ele. Naquele dia já fiz amizade com o Victor, proprietário da Blue.

Em outro domingo que estava lá curtindo, o Robson me chamou na cabine e disse “A próxima música é sua, e você que vai tocar”. Na época, ela tinha um elevador na cabine do DJ que deixava o cara nas alturas. Quando percebi, estava eu lá em cima no elevador, com a pista lotada, tocando meu remix de “Brand New Day”, da Lorena Simpson, e meu nome no telão. Foi a primeira vez que toquei em São Paulo, jamais vou esquecer!

M.M.: Você já tem ótimos trabalhos na bagagem, como o remix oficial da música “Where Have You Been”, da Rihanna, e também trabalhos com cantoras brasileiras como Wanessa e Nicky Valentine. Como é trabalhar com essas meninas talentosas e qual artista você ainda sonha em gravar uma “featuring”?

T.L.: Você disse bem: talentosas! É sempre um privilégio trabalhar com gente comprometida e focada. Sempre tive isso gravando com a Nicky, por exemplo, e com a Wanessa, a quem serei eternamente grato pela parceria na música “Beast”, uma das produções que mais me marcou. Um “feat.” dos sonhos? Ariana Grande e Madonna!

Confira Beast, hit que Tommy Love gravou em parceria com Wanessa:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=DN6s2WYDGRo[/youtube]

M.M.: O assédio durante os eventos é muito grande? Como você lida com as “investidas” nas baladas?

T.L.: Não é tanto quanto parece. Sou extremamente profissional, separando sempre o trabalho da diversão. Acho que em 9 anos de carreira as pessoas já perceberam isso. Em geral, rola muito respeito. Fora esse aspecto, as pessoas gostam muito de conversar, dar um abraço, tirar fotos… Eu me divirto com isso! Sempre chego mais cedo do meu horário para dar atenção e retribuir o carinho de todo mundo.

M.M.: Quais são os seus maiores ídolos e inspirações na música, Tommy?

T.L.: Peter Rauhofer nos deixou um legado musical intocável. Seu trabalho solo e no Club 69 ajudaram a construir minha formação como produtor. Também sou fã das produções old-school de Antoine Clamaran e sou apaixonado pelo trabalho do DJ Fist, que é um grande amigo além de tudo. Como coleciono música desde que me entendo por gente, gosto de buscar elementos dos anos 80 e 90 para inserir no meu trabalho.

M.M.: Seu novo EP será lançado dia 30 na loja do iTunes, em parceria com Wanessa, Li Martins (ex-Rouge), Adrhyana Rhibeiro e Amannda. O que o público pode esperar desse novo trabalho?

T.L.: Versatilidade. Nenhuma faixa é igual à outra. Acho que cada composição e cada momento são únicos. Quis explorar o melhor de cada cantora, assim como fiz com a Wanessa, em “Beast”. E também mostrar um lado delas que o público ainda não conhece.

M.M.: Como você avalia uma possível carreira internacional?

T.L.: Tudo pra mim é feito com tempo, calma e paciência. Quero poder criar uma carreira internacional sólida e respeitada. Já me chamaram pra tocar em vários países, só que de graça ou sem as condições ideais para se atuar. Muitos aceitam. Mas prefiro dar tempo ao tempo.

M.M.: Existe uma possível fórmula para o sucesso na indústria musical? Consegue arriscar?

T.L.: Se tivesse uma fórmula eu já teria patenteado e ficado rico com isso (risos). Meu lema sempre foi: seja profissional e retribua o carinho do público. Se você trabalha com amor e profissionalismo, você é respeitado por todos.

M.M.: Tommy Love por Tommy Love.

T.L.: Cara de bravo, mas coração enorme. Um cara tímido com quem não conhece, mas, quando conhece, vai sempre fazer alguma palhaçada para tirar um sorriso de você.

M.M.: Qual recado você deixa para o seu público e também para os leitores do site TV Foco? 

Sou eternamente grato a todos pelo carinho imenso que têm comigo! Se eu acordo todo dia feliz e disposto a continuar fazendo o meu melhor, isso é graças aos fãs que sempre estiveram ao meu lado. Um beijo enorme!

Na próxima semana tem mais coluna É POP! Obrigado a todos pelo prestígio e, como já comentei na edição passada, tudo isso é feito para vocês. É POP! É audiência! É TV Foco!

Por Marcos Martins (@MarcosMartinsTV)

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