Elize Matsunaga teve cúmplice no crime? Veja o que diz o laudo do caso
Elize Matsunaga pode ter tido ajuda de outro homem durante o crime contra Marcos Matsunaga? veja o que aponta laudo
Elize Matsunaga pode ter tido ajuda de outro homem durante o crime contra Marcos Matsunaga? veja o que aponta laudo
A possibilidade de um cúmplice no caso Elize Matsunaga surgiu após exames encontrarem material genético masculino no apartamento onde Marcos Matsunaga foi esquartejado. A descoberta levou o Ministério Público a pedir novas investigações sobre uma possível segunda pessoa na cena do crime.
Entretanto, a apuração posterior não confirmou a participação de outra pessoa. Em 2018, a Polícia Civil de São Paulo concluiu que Elize Matsunaga agiu sozinha, após revisar provas técnicas, imagens e depoimentos relacionados ao caso.
O que o primeiro laudo encontrou
A suspeita ganhou força em 2012, quando exames de DNA analisaram 30 amostras coletadas no quarto. A perícia identificou sangue de Marcos e material atribuído a Elize, além de sangue masculino diferente do empresário.
Naquele momento, o resultado provocou interpretações diferentes. A acusação considerou o material um indício de que Elize Matsunaga poderia ter recebido ajuda durante o esquartejamento.
Por outro lado, a defesa contestou essa conclusão. O advogado Luciano Santoro afirmou que o sangue masculino poderia ser anterior ao crime, pois a amostra também continha sangue feminino.
Além disso, os investigadores enfrentaram uma dificuldade importante. As câmeras do condomínio não cobriam todas as áreas, incluindo determinados acessos pelas escadas e pela garagem.
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Ministério Público reabriu a investigação
Diante da divergência, o Ministério Público pediu a reabertura do inquérito para investigar uma possível terceira pessoa. O promotor José Carlos Cosenzo sustentava que Elize Matsunaga poderia ter matado Marcos sozinha, mas recebido ajuda posteriormente.
Em 2016, a Promotoria informou que investigava um suspeito. Naquele período, o órgão afirmava possuir elementos técnicos para acreditar que outra pessoa teria participado do esquartejamento.
Ainda assim, a investigação não conseguiu transformar essa suspeita em uma acusação comprovada. Durante o julgamento, médicos legistas também apresentaram interpretações diferentes sobre os cortes encontrados no corpo.
Um deles apontou características distintas nos cortes e considerou possível a atuação de mais de uma pessoa. Entretanto, outro exame não conseguiu determinar quantos indivíduos participaram do esquartejamento.
Polícia descartou a participação de outra pessoa
Posteriormente, a Polícia Civil revisou as evidências e concluiu que não havia elementos suficientes para confirmar um cúmplice. O relatório final analisou novos depoimentos, perícias e informações sobre o funcionamento do condomínio.
Além disso, funcionários e pessoas próximas ao casal não relataram a presença de outra pessoa na cena. A análise das imagens também não revelou alguém acompanhando Elize nos momentos relevantes.
Assim, a investigação afastou a hipótese de participação comprovada de terceiros. O resultado também reforçou a conclusão de que Elize Matsunaga respondeu sozinha pelo crime.
O que ficou confirmado no caso
Independentemente da controvérsia sobre o DNA, Elize confessou ter matado Marcos e recebeu condenação pelo homicídio e pela destruição e ocultação do cadáver. Em 2016, o júri aplicou inicialmente 19 anos, 11 meses e um dia de prisão.
Depois, o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena para 16 anos e três meses. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal manteve a decisão que rejeitou novo recurso sobre a dosimetria.
Portanto, o laudo realmente encontrou material genético masculino diferente do sangue de Marcos. Contudo, a investigação posterior não confirmou que esse homem tenha participado do crime. Dessa forma, Elize Matsunaga permanece como a única pessoa condenada pela morte e pelo esquartejamento, enquanto a hipótese de cúmplice não ganhou comprovação suficiente.