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Ex-repórter de Gugu Liberato move processo de milhões contra a Record e escancara bastidores da emissora

Ex-repórter de Gugu Liberato coloca a Record na Justiça
Ex-repórter de Gugu Liberato coloca a Record na Justiça (Divulgação)

Ex-repórter de Gugu coloca a Record na Justiça e expõe situações horríveis que viveu na emissora

O jornalista Rafael Machado, de 31 anos, abriu um processo milionário contra a Record TV. Ele ficou conhecido na televisão como repórter de Gugu Liberto (1959-2019).

A ação trabalhista movida contra a Record TV por Rafael Machado pede uma indenização de até R$ 12 milhões de reais, de acordo com o site TV Pop.

Rafael Machado trabalhou no “Programa do Gugu” entre 2015 e 2017, mas foi diagnosticado com síndrome do pânico ao ser remanejado para o “Cidade Alerta” de Marcelo Rezendo, e em seguida, para o “Balanço Geral SP”.

O processo, que dura há quase 3 anos, segue em vigência na Justiça Trabalhista de São Paulo. A reportagem do site TV Pop teve acesso aos autos do processo com exclusividade e relatam que Rafael Machado alega ter sofrido assédio moral por parte do diretor de gestão de Jornalismo da Record, Leandro Cipoloni.

Leandro Cipoloni não está mais na Record desde 2019, época que o processo teve sua entrada dada na Justiça Trabalhista. Hoje, o antigo diretor está na CNN Brasil como vice-presidente do canal de notícias.

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Os advogados do repórter alegam no processo: “A Record passou a designar o repórter para conteúdos de cunho policial e agressivo, em que o contratado era designado para fazer coberturas em locais ermos e perigosos, em favelas, matagais e, era imposto em pauta por Leandro Cipoloni e editores-chefes que ele ligasse para bandidos.”, diz trecho da ação.

E continua: “A emissora exigia que ele lidasse pessoalmente com meliantes, assassinos, torturadores, agressores e bandidos, para que tentasse obter confissões dos mesmos sobre os crimes cometidos, expondo-o ao risco e ao perigo”, justificam os advogados de Rafael Machado.

De acordo com o TV Pop, no processo tem um trecho que chama atenção, onde os advogados acusam que Rafael Machado foi até lesado financeiramente e moralmente por uma reportagem na emissora. “A Record produz matérias que tem objetivo único e exclusivo de Ibope. Rafael, por cumprir ordens da emissora, foi condenado a indenizar um terceiro, já que a emissora furtou-se de sua responsabilidade. O funcionário capaz e qualificado passou a se sentir desvalorizado, inútil e envergonhado”, afirmou a defesa do repórter.

Os advogados alegam ainda que Rafael Machado, ao ser transferido para o “Balanço Geral Manhã”, chegou a ser afastado por diagnóstico de crise de ansiedade, depressão e estresse, terminando por ser encaminhado a um psiquiatra. O repórter pegou licença por alguns dias e voltou a equipe de jornalismo.

Logo em seguida, Rafael Machado foi encaminhado ao hospital com uma gastrite erosiva. Solicitando para que a Record o transferisse para outra atração, se viu obrigado a continuar no noticiário matinal. Meses depois, foi parar no hospital novamente com crise de ansiedade generalizada.

Rafael Machado acabou sofrendo um apagão ao vivo no centro da cidade de São Paulo durante cobertura para o Balanço Geral Manhã. Às pressas, ele foi levado de volta para a sede da emissora, no bairro da Barra Funda. No processo, analisado com cautela pela equipe de reportagem do TV Pop, os laudos médicos e receituários do repórter estão todos anexados como provas dos fatos verbalizados pelos advogados na ação.

Rafael Machado em entrada ao vivo no "Balanço Geral", no instante que sofreu um apagão e foi tirado do ar às pressas
Rafael Machado em entrada ao vivo no “Balanço Geral”, no instante que sofreu um apagão e foi tirado do ar às pressas (Reprodução/ Record)

Momentos após o apagão de Rafael Machado, o repórter foi abordado por uma coordenadora de telejornais da emissora de Edir Macedo, indicando que ele buscasse sua cura no Templo de Salomão, principal sede da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo, que também é proprietário da Record e do conglomerado midiático, composto pelo portal R7, Record News, etc.

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Um dia após o apagão ao vivo que deixou Rafael Machado no ar por apenas 26 segundos, ele foi recomendado a tirar férias forçadas da Record. Ao voltar, a emissora deciciu que ele deveria voltar às suas funções, desconsiderando as recomendações do médico psiquiatra do repórter.

Foi no ano seguinte, em março de 2019, que Rafael Machado por fim foi afastado da Record, passou a receber seus rendimentos através do auxílio doença previdenciário do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Mas em abril, ao sair do INSS e voltar a Record, os executivos teriam mandado ele voltar aos seus afazeres no Balanço Geral Manhã.

De acordo com os advogados, naquele momento, Rafael Machado teria ficado “desesperado e com taquicardia” ao saber da decisão. Em seguida ele foi encaminhado a uma assistente social e informado que a emissora iria decidir para onde iria remanejá-lo. Mas não houve decisão favorável, e o antigo repórter de Gugu Liberato acabou sendo demitido da emissora de Edir Macedo.

Mas como todos sabemos, não se pode mandar embora um funcionário com problemas de saúde. Por conta disso, os advogados alegam que a demissão foi ilegal, sendo que sua doença só surgiu por conta do próprio ambiente de trabalho.

De acordo com o TV Pop, que teve acesso com exclusividade ao processo movido por Rafael Machado contra a Record TV, os advogados pedem uma indenização de R$ 11.497.133,59 (onze milhões, quatrocentos e noventa e sete mil, cento e trinta e três reais e cinquenta e nove centavos).

O repórter Rafael Machado
O repórter Rafael Machado (Reprodução/ Record)

CONDENAÇÃO

Em dezembro do ano passado, a juíza Talita Luci Mendes Falcão foi a favor de Rafael Machado contra a Record e deu sua decisão em 1ª instância. A magistrada determinou que a Record arcasse com o pagamento de diferenças salariais, adicional de viagens, acúmulo de funções, horas extras, adicionais noturnos, indenização por não cumprimento de estabilidade, indenização por danos morais devido ao desenvolvimento de doença ocupacional e danos morais por ter sofrido risco como repórter do Balanço Geral Manhã, além da possibilidade do restabelecimento de seu plano de saúde, conforme relata o site TV Pop.

A Record TV foi condenada, inicialmente, a pagar R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) ao ex-funcionário. Mas nem tudo são flores, e claro, a emissora recorreu da decisão em 2ª instância, para que o valor seja reduzido. Por conta disso, Rafael Machado aproveitu a situação de recurso judicial para incluir outros pontos que não foram alegados em 1ª instância, garantindo assim, sua possível futura vitória contra a emissora.

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