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Globo é obrigada a gravar um novo final de novela após público fazer exigência: “não queremos esse”

A Globo já foi obrigada a gravar um final alternativo para uma novela. A Próxima Vítima em 1995 (Montagem: TV Foco)
A Globo já foi obrigada a gravar um final alternativo para uma novela: A Próxima Vítima em 1995 (Montagem: TV Foco)

Em 1995, a Globo foi obrigada a gravar um final de novela diferente para a trama de A Próxima Vítima de Silvio de Abreu. A novela foi vendida para o exterior e seu grande mistério vazou pela imprensa

O Fez História dessa semana vai relembrar de um dos maiores sucessos da teledramaturgia: a novela A Próxima Vítima. Em 1995, a Globo foi obrigada a gravar um final diferente, meses depois da novela ter se encerrado no Brasil. Isso porque a trama foi vendida para outros países, mas seu final acabou vazando pela imprensa.

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Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, A Próxima Vítima contava a história de um serial killer que matava diversos personagens ao longo da trama. A novela prendeu a atenção do público, já que personagens ligados a um mistério eram mortos sem aviso prévio, então além de descobrir quem era o assassino, também pairava no ar quem seria a próxima vítima.

Com atores como Viviane Pasmanter, Tony Ramos, Lima Duarte, Susana Vieira e Aracy Balabanian a novela parou o Brasil em 1995. O público passou a apostar qual personagem era o grande assassino da trama.

Para evitar vazamentos, a cena em que era revelada a identidade do serial killer foi gravada no Projac, uma hora e meia antes de ir ao ar, com uma equipe reduzida. E a função de assassino ficou para Adalberto, personagem de Cecil Thiré.

A Próxima Vítima, sucesso de 1995 fez a Globo criar um novo final três meses depois de levar ao ar o último capítulo (Imagem: Globo)
A Próxima Vítima, sucesso de 1995 fez a Globo criar um novo final três meses depois de levar ao ar o último capítulo (Imagem: Globo)

PEDIDOS INTERNACIONAIS

Os brasileiros até que gostaram da revelação do assassino e também do último capítulo da novela. Mas os países em que a novela foi vendida pela Globo, acabaram descobrindo pela imprensa, quem era o matador.

A Globo então, atendendo a um pedido do público internacional, resolveu gravar um final alternativo. Três meses depois de encerradas as gravações, o direção da novela chamou alguns nomes do elenco e deu um novo desfecho à história.

No novo final, a culpa pelos crimes ficou para Ulysses personagem de Otávio Augusto, que na versão original foi uma das vítimas do assassino do carro preto. Como solução, Silvio de Abreu escreveu a história como se Ulysses tivesse forjado a própria morte para continuar matando.

Além de sucesso no Brasil, a Próxima Vítima foi vendida pela Globo para mais de 20 países entre eles Cuba, Estados Unidos, México, Peru, Portugal, Rússia, Uruguai e Venezuela. O final alternativo de A Próxima Vítima foi exibido no Brasil em 2000, no Vale A Pena Ver De Novo.

A Globo mudou os assassinos de A Próxima Vítima para vender a novela para o exterior. Na primeira versão Adalberto (Cecil Thiré) foi o matador. No final alternativo, Ulysses (Otávio Augusto) foi o serial Killer. (Montagem: TV Foco)
A Globo mudou os assassinos de A Próxima Vítima para vender a novela para o exterior. Na primeira versão Adalberto (Cecil Thiré) foi o matador. No final alternativo, Ulysses (Otávio Augusto) foi o serial Killer. (Montagem: TV Foco)

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Sobre o autor

Mozuka Braga

Formado em Publicidade, Rádio e TV e Teatro é um apaixonado pelo mundo do entretenimento, principalmente séries e novelas. Em 2016 também concluiu sua pós em Produção Executiva e Gestão de TV pela FMU.