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Horário ruim atrapalhou início de Bela, a Feia, diz autora

Bela (Gisele Itié) volta às origens e se casa com Rodrigo (Bruno Ferrari) no último capítulo de Bela, a Feia, amanhã (Foto: Munir Chatack/TV Record)Bela (Gisele Itié) volta às origens e se casa com Rodrigo (Bruno Ferrari) no último capítulo de Bela, a Feia, amanhã (Foto: Munir Chatack/TV Record)

Quando for ao ar amanhã a última cena de Bela, a Feia, a autora Gisele Joras já estará com saudade da trama protagonizada por Gisele Itié. “Cada etapa desse trabalho foi profundamente gratificante, por isso me despeço dele com muito mais saudade do que alívio, apesar do cansaço natural”, afirma ela em entrevista ao R7.

Bela, a Feia foi a segunda novela da escritora Gisele Joras, 46 anos, que entrou para o time de autores da Record em 2006, ao vencer um concurso de roteiristas. Seu primeiro trabalho solo foi Amor e Intrigas (2007/08). Apesar de ter reescrito uma história de sucesso mundial, Gisele trata Bela quase como uma novela própria. “Considero Bela, a Feia, uma “adaptação-autoral”. Parti de uma premissa básica que não havia sido criada por mim, mas tudo o que veio em seguida foi”, afirma.

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Para Gisele, a novela teria se saído melhor no Ibope se não tivesse estreado às 20h30, competindo com uma novela das oito da Globo (Caminho das Índias) que vinha embalada. No início, Bela chegou a ficar em terceiro lugar na Grande São Paulo, atrás da linha de shows do SBT. Mas se recuperou. Principalmente no Rio de Janeiro, onde chegou a marcar 25 pontos de média.

A seguir, a entrevista concedida por Gisele Joras, por e-mail:

A autora Gisele Joras, que agora vai tirar férias no Alasca (Foto: Divulgação/TV Record)A autora Gisele Joras, que agora vai tirar férias no Alasca (Foto: Divulgação/TV Record)

R7 – Que avaliação você faz de Bela, a Feia, agora que terminou de escrever a novela?
Gisele Joras –
Cada etapa desse trabalho foi profundamente gratificante, por isso me despeço dele com muito mais saudade do que alívio, apesar do cansaço natural. A realização foi ótima em todos os aspectos, o trabalho dos atores merece destaque. Estou realmente feliz com o resultado, jamais esquecerei essa experiência. Alcancei meus objetivos.

R7 –  Quais foram as maiores dificuldades que você teve de superar ao longo da trama?
Gisele –
Não tive propriamente dificuldades, e sim desafios. Esses desafios foram vencidos um a um, com concentração no trabalho, dedicação e, acredito, talento.

R7 – O fato de reescrever uma novela que teve versões no mundo todo ajudou ou atrapalhou? Por quê?
Gisele –
Desde o começo, fiquei bastante motivada por escrever a versão brasileira de uma trama consagrada mundialmente, um clássico contemporâneo da teledramaturgia. O fato de ter tido liberdade total de criação _condição fundamental para que me interessasse pelo projeto_ fez com que eu sentisse que a história fosse minha, mesmo que a ideia original da trama não fosse. Por isso digo que Bela, a Feia foi uma “adaptação-autoral”.

R7 – A que você atribui o começo discreto da novela no Ibope e o crescimento que ela apresentou nos meses finais?
Gisele –
O horário em que a novela começou a ser exibida não era favorável. Quando isso foi corrigido, a audiência aumentou naturalmente.

R7 – As mudanças de horário de exibição de Bela atrapalharam o desempenho da novela? Por quê?
Gisele –
Não foram todas as mudanças que atrapalharam. Quando me empenhei pela alteração da grade, e a novela passou a ir ao ar por volta das 22h, a audiência cresceu, como eu previa. Estamos num novo horário agora, mais tarde, por decisão da emissora, mas os índices continuam excelentes. É claro que, se continuássemos às 22h, seriam ainda melhores.

R7 – O que é mais difícil: escrever uma trama inédita ou reescrever uma história já conhecida, como Bela?
Gisele –
Como eu disse, considero Bela, a Feia, uma “adaptação-autoral”. Parti de uma premissa básica que não havia sido criada por mim, mas tudo o que veio em seguida foi. O importante é estruturar a trama de maneira eficiente, compor personagens ricos e atraentes, cuidar dos diálogos.

R7 – O que você irá fazer agora? Já tem alguma sinopse na cabeça? Pode adiantar do que se trata?
Gisele –
Em junho vou para o Alasca. A partir de setembro, passarei um bom tempo morando entre Nova York e Londres cuidando de projetos pessoais, mas virei ao Rio com bastante frequência. Já tenho outra sinopse, ainda em fase de amadurecimento. Por isso é cedo para adiantar do que se trata.

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