William Bonner

“Morremos juntos”, William Bonner implora por perdão, perde a voz com mortes no JN e Renata desaba com luto

Bonner e Renata
William Bonner e Renata Vasconcellos na bancada do JN (Foto: Divulgação/Globo)

Os âncoras comandaram uma das edições mais trágicas da história do telejornal da Globo

William Bonner e Renata Vasconcellos tiveram a dura missão de noticiar mais um recorde de mortes causadas pela pandemia na última edição do JN.

Logo durante a escalada, a dupla de âncoras abordou aquele que seria o principal assunto do telejornal da Globo: “29 de Abril de 2021”, iniciou William Bonner, que passou a fala pra Renata. “O Brasil ultrapassa a marca trágica da 400 mil vidas perdidas pela pandemia”, informou.

Já no começo do noticiário, William Bonner se levantou da bancada e foi direto para o telão para convocar Fábio Turci, responsável pelo boletim de dados da Covid-19:”O luto dos brasileiros atingiu mais um marco simbolicamente trágico na pandemia. Turci, boa noite”, disse o jornalista.

“Boa noite Bonner, Renata, um número trágico pelo número em si e também pela velocidade que chegamos a ele, passamos de 400 mil pessoas que perderam a vida pra Covid. O Brasil rompeu mais esse patamar depois de registrar 3.074 mortes de ontem pra hoje e chegou a 401.417 mortes no total”, informou o contratado da Globo, que prosseguiu.

“O ritmo de mortes acelerou de forma incontrolável em Março desse ano com isso o brasil é o segundo país no mundo mais vítimas de Covid-19, apenas atrás dos Estados Unidos.”, finalizou Turci, com pesar.

DESABAFO DE RENATA

De volta a bancada, Renata fez um duro discurso, que também pode ser entendido como desabafo, ao chamar uma matéria sobre pessoas que morreram por outras causas, que não foram a Covid-19.

“Essas mais de 400 mil mortes não retratam as muitas outras vidas perdidas por causa da pandemia, mas não por Covid. Porque o Coronavírus lotou hospitais, saturou UTIS, esgotou estoques de medicamentos e isso teve consequências fatais pra quem precisou de atendimento médico de emergência por outros motivos”, disparou a jornalista.

Durante a reportagem de Hélter Duarte, o JN mostrou a história de Dona Elma, que faleceu após sofrer um infarto e não conseguir vaga no CTI, que estava lotado de pacientes por Covid. Durante a matéria foi exibido um trecho do depoimento de um dos médicos, que afirmou se a Elma tivesse sido transferida, ela teria grandes chances de sobreviver.

JN William Bonner Renata Vasconcellos
Depoimento de médico foi exibido no JN (Foto: Reprodução/Globo)

A irmã da vítima, Elienir Souza, concluiu com um desabafo comovente: “No dia que o médico, um pouco de nós morreu junto com, morremos juntos, com certeza”, lamentou.

PERDÃO DE BONNER E LUTO

Durante a trágica edição do JN, o editor-chefe do telejornal, interrompeu o noticiário por duas vezes para corrigir informações errôneas passadas pelo jornal, uma sobre o partido de um político citado em uma reportagem e outra sobre os dados da vacinação no estado do Amazonas. Em ambas as vezes, Bonner pediu por perdão.

Ao final do JN, o tradicional boa noite de William Bonner e Renata Vasconcellos, deu lugar a outra história de arrepiar, a de uma jovem que contraiu Covid nas semanas finais de gestação, mas felizmente, ela e o bebê, chamada Manuela sobreviveram ao vírus.

Para encerrar o telejornal, William Bonner cedeu espaço para o pai de Manuela emanar uma mensagem de esperança para todo o país:

“Desejo forças a todos que estão passando por isso e ter fé que Jesus move montanhas”, disse o rapaz. Na sequência, as câmeras cortaram para a redação da Globo e a inscrição “401.417 vidas perdidas”, apareceu no telão.

JN
O Jornal Nacional terminou de luto mais uma vez (Foto: Reprodução)

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Sobre o autor

Erick Martins