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Encerramento de atividades e demissão de 2 mil funcionários: O fechamento de fábrica da Riachuelo e motivo

27/09/2023 às 12h00

Por: Lennita Lee
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Riachuelo fechou uma de suas maiores fábricas e motivo foi exposto (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)

Fabrica gigantesca da Riachuelo, encerrou as suas atividades e promoveu uma demissão em massa que colocou na rua cerca de 2 mil funcionários

Em janeiro de 2023, mais precisamente no dia 10, o Grupo Guararapes, detentor da marca da Riachuelo, uma loja de fast-fasion que está no mercado desde 1979, anunciou o fim das atividades de uma de suas fábricas localizada em Fortaleza (CE).

Após esse fechamento, ela concentrou sua produção fabril em Natal. De acordo com o portal Valor Investe, essa operação encerrada no Ceará empregava cerca de duas mil pessoas, quase 10 % do quadro total de empregados do grupo em 2021, que (em sua maioria) acabaram sendo demitidos.

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Guararapes, detentora da Riachuelo, fechou uma de suas maiores fábricas no nordeste, em janeiro de 2023 (Foto Reprodução/ Metrópoles)
Guararapes, detentora da Riachuelo, fechou uma de suas maiores fábricas no nordeste, em janeiro de 2023 (Foto Reprodução/ Metrópoles)

Vale dizer que foi oferecida aos empregados a possibilidade de trabalharem na unidade de Natal ou na operação em São Paulo, mas historicamente, os dados de transferência de empregados dentro das operações de varejistas apontam que apenas uma minoria acaba cogitando a mudança.

Ainda de acordo com o portal. os funcionários ainda foram informados a respeito do fechamento no mesmo dia.

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Motivos expostos

A companhia, detentora da Riachuelo, possuía duas unidades fabris, em Fortaleza (CE) e Natal (RN), com isso, ela passou a ter apenas uma no Brasil.

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A Guararapes disse, à época, que o modelo de negócio da empresa permaneceu inalterado, com a decisão que fazia parte do planejamento estratégico da companhia.

Riachuelo, ao fechar a fábrica de Fortaleza, desligou cerca de 2 mil funcionários (Foto Reprodução/Painel S.A./Folha)
Riachuelo, ao fechar a fábrica de Fortaleza, desligou cerca de 2 mil funcionários (Foto Reprodução/Painel S.A./Folha)

Segundo a empresa, o foco era  otimizar a operação fabril para intensificar a reatividade, eficiência e competitividade, aliado a um crescimento sustentável:

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“A Guararapes tem uma relação de longa data com o Ceará e seguirá atuando no estado por meio de suas lojas”

Os dados da empresa sobre seu quadro de pessoal, arquivados na Comissão de Valores de Mobiliários, mostrava 3,9 mil empregados na unidade de Fortaleza em 2021 (último arquivo disponível).

Isso quer dizer que a operação foi sendo reduzida ao longo do tempo, antes de seu fechamento. Na época, equivalia a 9,7% do total de empregados da companhia (40,6 mil).

A empresa ainda não publicou dados sobre quadro de pessoal relativos a 2022. O arquivo é enviado pelas companhias à CVM em maio.

Avaliada em R$ 3,1 bilhões, a Guararapes acumulou uma queda de 35,2% no ano e quase 62% em cinco anos na bolsa de valores.

Em dezembro, a empresa informou que estudava uma fusão com uma de suas concorrentes no varejo de moda no país. Isso porque a companhia abriu conversas com a Arezzo e com a SBF, detentora da Centauro.

Funcionários da antiga fábrica fechada em fortaleza tiveram uma extensão no plano de saúde e o dobro do aviso prévio (Foto Reprodução/Internet)
Funcionários da antiga fábrica fechada em fortaleza tiveram uma extensão no plano de saúde e o dobro do aviso prévio (Foto Reprodução/Internet)

Qual foi o desfecho quanto aos demitidos?

Em nota divulgada, a empresa afirmou que “prezava, primordialmente, pelo cuidado e olhar humano”, bem como ofereceu a assistência devida aos “afetados pela decisão” juntamente com um “pacote extra” para auxiliar por certo período.

Foi oferecida também a extensão do plano de saúde e dobro de aviso prévio, além de meio piso salarial. Máquinas de costuras foram doadas às costureiras e aos demais foi oferecido mais um adicional de um salário.

Porém, de acordo com o Diário do Nordeste, as funcionárias demitidas da fábrica da Guararapes localizada em Fortaleza, no Ceará, denunciaram que alguns valores estabelecidos nas rescisões dos contratos de trabalho estão com valores abaixo do esperado.

Entre as denúncias, está a de uma funcionária com 30 anos de trabalho na fábrica e rescisão no valor de R$ 6 mil. Outra funcionária também revelou ter dias de férias que não foram calculados.

Ela disse ter entrado em contato com o setor de Recursos Humanos da fábrica, que teria reconhecido o erro, mas não deu mais retorno sobre a correção do problema.

Revolta

Segundo a publicação, foi realizada uma denúncia no Ministério Público do Trabalho do Ceará (MPT-CE) com pedido de verificação de regularidade da Guararapes, ainda em fase preliminar de apuração.

Por meio de nota, a empresa afirmou que não foi notificada pelo MPT-CE e que esse é um “procedimento de praxe, trata-se de uma apuração, faz parte do processo e não há nenhuma irregularidade, pelo contrário, segundo o que eles disseram o tema foi tratado com seriedade e compromisso devido.

As costureiras demitidas também denunciaram o descaso do Sindicato das Costureiras (Sintconf), que não estaria acompanhando o pagamento das rescisões dos contratos de trabalho.

Costureiras da antiga fábrica fechada reclamaram sobre quebra de acordo da empresa (Foto Reprodução/Internet)
Costureiras da antiga fábrica fechada reclamaram sobre quebra de acordo da empresa (Foto Reprodução/Internet)

Ainda segundo alguns demitidos, a Guararapes também estaria voltando atrás em alguns acordos, como o que previa a adaptação das máquinas de costura doadas pela fábrica às costureiras.

Pelo que ficou acertado, a Guararapes deveria adaptar a voltagem das máquinas de industrial para residencial, porém as costureiras afirmaram que estavam tendo que pagar pela adaptação, um custo que não compensaria.

Mas a  Guararapes também negou essa informação:

“A maior parte das máquinas do Grupo Guararapes, de costura reta e de duas agulhas, possui tensão de 220 volts, o que já era esperado pelos colaboradores”

Atuando de maneira próxima e transparente com seus ex-colaboradores, o Grupo recebeu alguns pedidos de máquinas interlock que possuem tensão de 380 volts, mas serão transformadas em 220v para que os ex-colaboradores possam utilizar em suas residências

A doação dos equipamentos seguirá sendo conduzida como anunciado” – Foi o que disse a empresa na época

Fora isso, os funcionários demitidos reclamaram que no dia da demissão foi prometido pela gestão da empresa que os avisos seriam pagos em dobro, o que acabou não ocorrendo.

Por meio de nota, a Guararapes também negou a informação e explicou que fez o seguinte acordo:

  • O dobro do Plano Médico Adicional previsto no aviso prévio para todos os funcionários
  • Bônus no valor de um salário a mais para 1.050 funcionários
  • Doação de máquinas de costuras para 950 funcionários
  • Meio salário mínimo (675 reais) para todos os 2 mil funcionários
  • Medidas de qualificação e realocação dos ex-colaboradores.

 

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Lennita Lee

Autor(a):

Meu nome é Lennita Lee, tenho 32 anos, nasci e cresci em São Paulo. Viajei Brasil afora, e voltei para essa cidade, afim de recomeçar a minha vida.Sou formada em moda pela instituição "Anhembi Morumbi" e sempre gostei de escrever.Minha maior paixão sempre foi a dramaturgia e os bastidores das principais emissoras brasileiras.Também sou viciada em grandes produções latino americanas e mundiais. A arte é o que me move ...Atualmente escrevo notícias sobre os últimos acontecimentos do cenário econômico, bem como novidades sobre os principais benefícios e programas sociais.

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