Pix bloqueado? Banco Central explica regras que retêm dinheiro no Nubank

Regra do Banco Central: Entenda o funcionamento do bloqueio cautelar do Pix no Nubank e outras instituições financeiras; Veja o que fazer

21/07/2026 11:45

4 min

Veja o que causa o bloqueio do PIX em bancos como Nubank (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/BC)
Veja o que causa o bloqueio do PIX em bancos como Nubank (Foto R...
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Bloqueio cautelar contra fraudes pode reter valores por até 72 horas em contas digitais, como as do Nubank, e de bancos tradicionais; Veja os motivos

Embora o Pix seja a principal ferramenta para transações financeiras, ele pode ter valores temporariamente retidos por determinação do Banco Central em instituições como Nubank, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.

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Detalhado no site oficial do BC, o bloqueio cautelar funciona como uma defesa preventiva para conter fraudes.

Ele ocorre quando o dinheiro atinge a conta do destinatário, retendo apenas o montante sob suspeita para verificação e deixando o saldo restante livre.

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Pix por aproximação é uma das mais novas funcionalidades (Reprodução: Divulgação)
O pix se tornou o principal meio de pagamentos no país (Foto: Reprodução/Internet)

Razões que levam ao bloqueio

Cada instituição possui um motor de análise de risco responsável por aplicar a trava com base nas diretrizes do órgão regulador.

Diferente de um bloqueio judicial, o cautelar atinge exclusivamente a quantia suspeita.

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Os algoritmos de segurança são acionados automaticamente diante de comportamentos atípicos, como:

Leia também

  • Incompatibilidade de renda: Recebimento de montantes superiores à capacidade financeira informada no cadastro;
  • Alta frequência operacional: Múltiplas transferências em intervalo de tempo reduzido;
  • Padrão de conta de passagem: Movimentações cujas características coincidem com o uso por criminosos para pulverizar valores ilícitos.
Banco Central do Brasil traz alerta sobre o Pix (Foto: Divulgação)
Banco Central do Brasil (Foto: Reprodução/Internet)

O que acontece no momento em que o valor é retido?

A quantia retida entra em quarentena por um prazo máximo de 72 horas, período em que a instituição analisa o histórico das partes.

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O usuário recebe um aviso via aplicativo, SMS ou notificação push informando que o Pix está em análise.

Se a fraude for confirmada, o valor é estornado integralmente ao pagador. Caso contrário, o saldo é liberado automaticamente ao recebedor.

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Regulamentações oficiais podem ser consultadas no portal do Banco Central do Brasil.

Como evitar o bloqueio cautelar?

Para minimizar a retenção preventiva de valores, os correntistas podem adotar procedimentos práticos:

  • Atualização cadastral: Evitar usar contas pessoais para movimentações comerciais intensas.
  • Documentação comprobatória: Em transações legítimas de valor elevado, como venda de bens, manter contratos e recibos organizados e enviá-los via chat no aplicativo para agilizar a liberação.
  • Devolução voluntária: Caso uma quantia recebida por engano fique retida, o aplicativo permite realizar a devolução do Pix mesmo durante a análise cautelar, encerrando a pendência.

O que é o MED?

Além do bloqueio cautelar, existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que é um conjunto de regras e procedimentos criado pelo Banco Central para facilitar o ressarcimento de valores em casos de fraudes ou golpes envolvendo o Pix.

Em suma, ela é uma ferramenta essencial para a segurança do sistema financeiro, permitindo que o dinheiro seja devolvido de forma mais ágil.

Como o MED funciona?

  • Abertura do pedido: O cliente que sofreu o golpe avisa o próprio banco sobre a fraude;
  • Notificação imediata: O banco da vítima notifica o banco que recebeu o dinheiro usando o sistema do Pix;
  • Bloqueio dos fundos: O banco do recebedor bloqueia o valor na conta dele para análise do caso;
  • Análise da fraude: As duas instituições avaliam as evidências apresentadas em até sete dias corridos;
  • Devolução do valor: Se a fraude for comprovada, o dinheiro é devolvido para a conta da vítima.

Casos em que o MED se aplica:

  • Golpes e fraudes: Engenharia social, falsas lojas virtuais ou perfis falsos no WhatsApp.
  • Falhas operacionais: Erros no sistema de TI de qualquer um dos bancos envolvidos.
  • Contas invadidas: Transferências feitas por criminosos após roubo de celular ou invasão de aplicativo.

Casos em que o MED NÃO se aplica:

  • Erros de digitação: Envio de Pix para a chave errada ou para a pessoa errada por engano.
  • Desacordo comercial: Compra de um produto que veio com defeito ou não foi entregue conforme o combinado.

Mas, para outras regras do BC, clique aqui*.

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.