Preocupado, Silvio de Abreu revela segredo essencial para evitar que o gênero novela acabe no Brasil
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Silvio de Abreu foi jurado do "Show dos Famosos". (Foto: Divulgação)
Silvio de Abreu, autor de novelas clássicas da teledramaturgia brasileira, como A Próxima Vítima, Rainha da Sucata, Guerra dos Sexos e Torre de Babel, além de Passione e Belíssima hoje ocupa um dos maiores cargos dentro da Globo.
Ele é diretor do núcleo de novelas e séries do canal, sendo que divide a parte das séries com Gloria Perez, que recentemente escreveu A Força do Querer.
Em entrevista, ele revelou uma grande preocupação com o gênero novela no Brasil e falou da importância de se revelar e lançar novos autores, coisa que ele realmente vem fazendo de quatro anos para cá.
Silvio de Abreu e Susana Vieira no "Vídeo Show"
(Foto: Reprodução/Globo)
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"Se você não tiver quem escreva, também não vai ter quem represente, quem dirija. É muito importante para todos nós ter novos autores. Não só para a Globo, mas para todos que vivem disso", falou Silvio. "Se a gente não lançar novos autores, a novela acaba", justifica.
E acrescentou: "Porque a novela não é só algo que dá prestígio para a emissora, ela também dá trabalho para muita gente. E minha preocupação era realmente com o emprego das pessoas". Nas contas dele, já foram 17 'novos' autores que estrearam nos últimos anos.
E disse mais: “Isso [revelar novelistas] era uma coisa que me preocupava muito. Era algo que não acontecia há muito tempo e que precisava mudar. Porque quem faz as novelas são os autores. É claro que não sozinhos, tem atores, diretores, colaboradores, mas a semente está no texto”, acrescentou.
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Ele ainda disse que não escreve roteiros nem capítulos de novelas, mas participa bastante de todo o processo: "Eu não escrevo, mas leio, revejo, colaboro. Continuo fazendo o que gosto, que é contar histórias e lidar com pessoas que eu amo. Tenho um grande prazer no que eu faço hoje e, por isso, não sinto falta de escrever uma novela minha. Acho que, quando a gente faz o que gosta, qualquer trabalho é bom".
Silvio ainda contou que foi contra a escalação de Vivianne Pasmanter para viver a Germana em Novo Mundo. “Nada contra a Vivianne, que é uma excelente atriz, mas achei estranho. Eu pensava que não ia dar certo. E estava completamente errado”, contou o autor.
“O Vinícius Coimbra [diretor artístico de Novo Mundo] insistiu nela e escalou muito bem, porque ela se saiu otimamente no papel. Nessas escolhas a gente precisa respeitar a cabeça do diretor, a cabeça do autor… Eu não sou impositivo, gosto de escutar a opinião das pessoas, estou ali mais para coordenar tudo”, concluiu Silvio.
E mais: “Se você me perguntar: ‘Você nunca mais vai escrever?’, eu não vou saber responder. Porque não planejei estar fazendo o que faço hoje, e também não planejo o que vou fazer amanhã”, disse o novelista, que atualmente é diretor de Dramaturgia da Globo, em entrevista ao Notícias da TV.