Belaventura Deus Salve o Rei Mais destaques

Público brasileiro prova odiar tramas medievais como Deus Salve o Rei e afunda Globo e Record

As tramas medievais da Globo e da Record (Foto: Montagem/TV Foco)

Há pouco tempo duas das principais emissoras do país anunciaram que fariam novelas com a temática medieval. A primeira foi a Record, que transmitiu Belaventura, de Gustavo Reiz, e em seguida a Globo, que estreou Deus Salve o Rei. Por um curto período, ambos folhetins chegaram até a concorrer pela audiência no mesmo horário.

O que poderia ser uma ideia inovadora que pegaria a onda de séries estrangeiras de sucesso se tornou uma verdadeira dor de cabeça para as emissoras. A audiência simplesmente não corresponde e afundou o horário das sete. Para se ter uma ideia, a novela protagonizada por Bernardo Velasco e Rayanne Morais acabou com míseros 5,5 pontos de média. Depois do fim da trama, os pontos marcados pela Record aumentaram, inclusive a reprise de Os Dez Mandamentos quebrou até recordes. Por outro lado, a Globo tenta de tudo para salvar sua atual trama das sete. No entanto, todas as mudanças não andam surtindo efeito. Pelo contrário, os telespectadores consideram Deus Salve o Rei chata e monótona.

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Enrico (Bernardo Velasco) e Pietra (Rayanne Morais) em cena de "Belaventura" (Foto: Reprodução/Record)
Enrico e Pietra em cena de “Belaventura” (Foto: Reprodução/Record)

A principal medida tomada pela direção global na história de Daniel Adjafre foi deixar o autor Ricardo Linhares interferir no folhetim. A partir disso, várias mortes acontecerão na trama, muitas até desnecessárias. Curioso é que Babilônia (2015) e A Lei do Amor (2017) escrita e supervisionada por ele não fizeram sucesso.

Deus Salve o Rei é criticada pelo público por ter uma mocinha insossa (Marina Ruy Barbosa). O principal par romântico composto por Amália e Afonso (Romulo Estrela) começou bem, mas decaiu conforme o desenrolar da história. Personagens coadjuvantes têm mais destaque que os protagonistas, além de algumas atuações serem reprovadas por parcela do público, como aconteceu com Bruna Marquezine no início da novela.

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Afonso (Romulo Estrela) e Amália (Marina Ruy Barbosa) em cena de Deus Salve o Rei (Foto: Reprodução/Globo)
Afonso e Amália em cena de Deus Salve o Rei (Foto: Reprodução/Globo)

Afinal de contas o público brasileiro detesta tramas medievais? Se fomos analisar nossa história realmente, a Idade Média tem mais força e intensidade na Europa. No Brasil, pouco se sabe o que aconteceu nesse período. Mas será que falta identificação? Geralmente novelas de épocas agradam nosso país, foi assim com Os Dez Mandamentos, da Record, e Chocolate com Pimenta, da Globo.

No que a Globo e a Record pecaram em suas produções? Mais um fato para se pensar é que , apesar de ser novidade, ter tramas medievais não é algo inédito em nossa tevê. Por volta de 1989, a Globo exibiu Que Rei Sou Eu, de Cassiano Gabus Mendes, e na época foi um sucesso. A novela alcançou 61 pontos.

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Que Rei Sou Eu foi um folhetim que fez uma sátira não só da temática medieval como aos brasileiros. Por sua vez, a Record levou ao ar a trama O Príncipe e o Mendigo, que assim como Belaventura teve Kadu Moliterno no elenco. Talvez a grande resposta para toda essa questão sobre o desempenho de Deus Salve o Rei e Belaventura é pensar que não adianta alta produção, efeitos especiais e grandes atuações, se uma boa história não existir como base para tudo. A tecnologia não supre o conteúdo e isso está mais claro do que nunca!

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