Queda de cabelo não é doença e sim um sintoma; entenda
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Médica Manu Recoder esclarece os diferentes tipos de queda de cabelo e suas causas
No mês do dia dos pais, celebrado em 11 de agosto, abordamos uma questão que afeta muitas pessoas: a queda de cabelo. Embora comum, a queda de cabelo não é um problema único. Assim como a febre pode ser sintoma de diversas doenças, a queda capilar pode ser causada por várias condições. Conversamos com a Dra. Manu Recoder, médica tricologista e CEO do Instituto Marioto Recoder em Nova Lima, para esclarecer as causas e tratamentos das diferentes formas de queda de cabelo.
“A queda de cabelo é um sintoma que pode ser derivada de várias doenças,” explica Dra. Recoder. “É crucial entender que a queda capilar pode ser causada por diferentes tipos de doenças e cada uma delas tem suas particularidades e tratamentos específicos.”
Alopecia Androgenética: É a forma mais comum de queda de cabelo, afetando tanto homens quanto mulheres, embora seja mais prevalente entre os homens. “Esta condição é causada por fatores hormonais e genéticos,” afirma Dra. Recoder. “Nos homens, geralmente se manifesta na coroa e na região frontal do couro cabeludo. Nas mulheres, a perda de cabelo tende a ser mais difusa, afetando principalmente a região central.”
Eflúvio Telógeno: esta condição resulta em uma queda de cabelo temporária e é frequentemente desencadeada por eventos estressantes, como cirurgias, partos ou doenças graves. “O eflúvio telógeno agudo é uma reação do corpo ao estresse, enquanto o crônico é uma alteração no ciclo de crescimento dos fios,” explica Dra. Recoder.
Alopecia Areata: caracterizada pela perda de cabelo em áreas arredondadas, pode ocorrer em qualquer idade e está frequentemente associada a fatores genéticos e imunológicos.
Outras Causas: Infecções, traumas, hábitos compulsivos, excesso de oleosidade, uso excessivo de produtos químicos, distúrbios da tireoide, má alimentação, estresse e efeitos colaterais de medicamentos também podem contribuir para a queda de cabelo. “Após cirurgias, tratamentos como quimioterapia ou durante períodos de grande estresse, a perda de cabelo pode ser mais intensa, mas geralmente é temporária,” acrescenta Dra. Recoder.
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O tratamento da queda de cabelo varia conforme a causa subjacente. Para a alopecia androgenética, opções incluem produtos de uso local e medicamentos orais que inibem enzimas associadas à calvície. “É fundamental uma avaliação clínica para determinar o tratamento adequado. Quanto mais cedo se iniciar o tratamento, melhores serão os resultados.”
Dra. Recoder enfatiza a importância de procurar ajuda médica ao notar sinais de calvície. “Não use produtos milagrosos ou medicamentos por conta própria. A orientação de um tricologista é crucial para tratar a alopecia de maneira segura e eficiente.”