Quem não trabalha pode contribuir para o INSS? Veja como não atrasar a aposentadoria

O Instituto Nacional do Seguro Social responde a dúvida de milhares de brasileiros: Quem não trabalha pode contribuir para o INSS?

Aposentadoria do INSS (Foto: Divulgação)

O Instituto Nacional do Seguro Social responde a dúvida de milhares de brasileiros: Quem não trabalha pode contribuir para o INSS?

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é o órgão responsável pelo pagamento de aposentadorias e de diversos benefícios previdenciários a milhões de brasileiros. Mas uma dúvida comum aparece quando alguém deixa o mercado de trabalho: quem está desempregado ou não exerce nenhuma atividade remunerada pode continuar contribuindo? A resposta é sim.

Segundo informações do portal “BOCCHI ADVOGADO”, mesmo sem trabalhar, a pessoa pode pagar o INSS como segurada facultativa. Essa modalidade permite manter as contribuições durante períodos em que não há emprego ou outra atividade que gere renda. Dessa forma, é possível continuar construindo o histórico previdenciário e preservar a proteção oferecida pela Previdência Social.

Para se enquadrar nessa categoria, é necessário não exercer atividade remunerada que obrigue a pessoa a contribuir para o INSS. Podem contribuir como facultativos, por exemplo, desempregados, estudantes e pessoas que se dedicam exclusivamente às tarefas de casa, desde que atendam às regras específicas de cada modalidade.

INSS traz alerta sobre aposentadoria (Foto: Divulgação)

Como funciona a contribuição?

Existem três opções principais de contribuição para quem paga o INSS como facultativo. A escolha depende da situação financeira e do objetivo de cada pessoa.

A contribuição de 20% é a mais completa. Nesse caso, o segurado escolhe uma base de contribuição entre o salário mínimo e o teto do INSS. Essa modalidade permite acesso às regras previdenciárias aplicáveis e pode ser utilizada no planejamento de uma aposentadoria com valor superior ao mínimo.

Já o plano de 11% é calculado sobre o salário mínimo. É uma alternativa mais barata para quem deseja continuar protegido, mas possui uma limitação importante: essa contribuição, sozinha, não permite utilizar o período para aposentadoria por tempo de contribuição ou para emissão de CTC, sem a devida complementação.

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Existe ainda a contribuição de 5%, voltada exclusivamente ao segurado facultativo de baixa renda. Para utilizar essa opção, é necessário cumprir requisitos específicos, como não possuir renda própria, dedicar-se ao trabalho doméstico na própria residência e estar inscrito no CadÚnico, além de atender aos demais critérios exigidos.

É possível ficar alguns meses sem pagar?

Sim. Quem contribui como facultativo possui o chamado período de graça, durante o qual mantém a qualidade de segurado mesmo sem recolher. Para essa categoria, em regra, o período é de até seis meses.

Por isso, antes de deixar de pagar uma contribuição, é importante verificar a própria situação previdenciária. Manter os recolhimentos pode evitar interrupções no histórico e ajudar no planejamento da aposentadoria.

Ademais, o pagamento é feito por meio da Guia da Previdência Social (GPS). O segurado deve escolher corretamente o código correspondente ao plano e realizar o recolhimento dentro do prazo.

Assim, mesmo quem está sem emprego pode continuar contribuindo para o INSS. A escolha da modalidade, porém, deve levar em conta o objetivo da contribuição e as regras previdenciárias, principalmente para quem pretende evitar problemas no futuro.

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INSS (Foto: Montagem/TV Foco)

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