Vitória de Paolla Oliveira sobre Juliana Paes não foi a maior injustiça do Melhores do Ano

[caption id="attachment_568594" align="aligncenter" width="700"] Vitória de Paolla Oliveira no Melhores do Ano causou polêmica. (Foto: Divulgação/TV Globo)[/caption] A vitória de Paolla Oliveira sobre Juliana Paes na categoria melhor Atriz de Novela do Troféu Melhores do Ano, do Domingão do Faustão,…

Vitória de Paolla Oliveira no Melhores do Ano causou polêmica. (Foto: Divulgação/TV Globo)

Vitória de Paolla Oliveira no Melhores do Ano causou polêmica. (Foto: Divulgação/TV Globo)

A vitória de Paolla Oliveira sobre Juliana Paes na categoria melhor Atriz de Novela do Troféu Melhores do Ano, do Domingão do Faustão, no último domingo (10), acabou gerando polêmica e segue rendendo. Muita gente considera injusto o prêmio ter sido entregue à Paolla, uma vez que Juliana se saiu melhor em cenas de maior carga dramática, e ganhou mais destaque em A Força do Querer, apesar de terem provocados juntas a principal rivalidade da trama. E para endossar a situação, a própria Juliana admitiu frustração por não ter levado o prêmio.

A vitória de Paolla pode ter ocorrido por múltiplos fatores. Como a votação é aberta e decidida exclusivamente pelo público, o resultado pode ter sofrido a já tradicional influência dos fã clubes que representaram um maior peso através do casal "Jeizeca", formado por Jeiza (Paolla) e Zeca (Marco Pigossi), e que ganhou destaque no folhetim. Além disso, pode ter surgido a ideia de boa parte do público que via a Bibi Perigosa, personagem de Juliana, como uma espécie de "má influência" para a sociedade, e que "glamourizava" o crime organizado. É claro que essa última questão parte muito da ignorância de quem ainda tem dificuldades para separar a ficção da realidade, mas pode sim ter influenciado na votação.

Apesar de toda essa polêmica em torno das atrizes, o caso esteve longe de representar a maior injustiça do Melhores do Ano 2017. A lista também inclui: a vitória pra lá de surpreendente de Ivete Sangalo no ano em que suas concorrentes Marília Mendonça e Anitta emplacaram mais sucessos; a vitória de Débora Falabella sobre Elizângela, e especialmente a derrota de Vladimir Brichta para Marco Pigossi.

O ano de 2017 foi um marco na carreira de Brichta, que conseguiu dar a volta por cima após um longo período, onde foi subaproveitado fazendo apenas produções humorísticas, mas que hoje alcança o seu auge. O ator vem ganhando destaque no cinema com o filme Bingo -- pré-indicado ao Oscar -- e emplacou dois trabalhos dramáticos elogiados na Globo: a minissérie Justiça e a própria novela Rock Story, que lhe rendeu a indicação ao troféu do Domingão. Pigossi obteve mais destaque com seu personagem carismático no horário nobre, mas como o prêmio da Globo faz referência aos "melhores", a atuação caricata do ator não foi superior ao desempenho mais humano e bem dosado de Brichta como o Gui Santiago.

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É claro que a questão das injustiças, de artistas que não levam a estatueta para casa e de outros que nem são indicados, está longe de ser exclusividade do troféu da Globo. Todos os anos, é grande a revolta do público em torno dessas injustiças que ocorrem em premiações em diversas partes do mundo, incluindo as de maior destaque como o Emmy e o Oscar. Mas no caso do Melhores do Ano, o problema que gera essa situação é fácil de identificar: a votação definida exclusivamente pelo público. Parece contraditório o problema para a revolta popular ser justamente a ferramenta que coloca o poder de decisão em suas mãos, mas entra aí a questão da influência dos grupos organizados que superam o voto de pessoas comuns.

Então vale ressaltar a ideia já sugerida pela coluna há dois anos: seria ideal que a Globo tomasse uma providência a respeito disso, alterando o sistema atual de votação, talvez levando em conta a decisão parcial de jurados especializados, como já ocorre na Dança dos Famosos, ou tratar logo de mudar o título do troféu para "Destaques do Ano", deixando claro que não são necessariamente os melhores que levam a estatueta.

As opiniões aqui retratadas não refletem necessariamente a posição do TV FOCO e são de total responsabilidade de seu idealizador.

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