A Dona do Pedaço Novelas

Walcyr Carrasco é acusado de gordofobia por cena de A Dona do Pedaço e desabafa

Walcyr Carrasco é autor de A Dona do Pedaço. (Foto: Divulgação)
Walcyr Carrasco é autor de A Dona do Pedaço. (Foto: Divulgação)

Walcyr Carrasco se defendeu da acusação e criticou o politicamente correto

Na “era do politicamente correto”, tornou-se bastante comum as novelas virarem alvos de grupos militantes, que acusam alguns folhetins de praticar ou disseminar os mais diversos tipos de preconceito. E A Dona do Pedaço, atual novela das 21h da Globo, escrita por Walcyr Carrasco, não vem escapando disso.

Em um texto publicado através da revista Veja, com o título de “Gordice é gordice, não adianta mascarar como ‘sobrepeso'”, Walcyr revelou uma das acusações recentes da qual foi alvo por uma cena do folhetim. O novelista não entrou em detalhes, mas afirmou que foi acusado de “gordofobia” por uma cena específica da trama, na qual uma personagem conversa com uma “possível rival” e dispara: “Deve ser gorda”.

O autor, novamente sem entrar em detalhes, contou que em outra novela, um ator do elenco, “que beirava os 140 quilos”, se ofendeu e cortou relações com ele por uma cena em que um personagem o chamou de “gordo”. Walcyr Carrasco então aproveitou para fazer um desabafo. O novelista se defendeu das acusações e criticou o politicamente correto em relação a isso.

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“Descobri que é errado dizer ‘gordo’, ‘gorda’. Grupos militantes, haters da internet, todos se revoltam. O correto? Quando se vai falar de alguém que está gordo, gordíssimo, diz-se que está com ‘sobrepeso’. Criou-se a categoria de modelos ‘plus size’. Na verdade são gordas que desfilam de lingerie, moda praia… Tudo bem. Plus size, ou qualquer outro termo, dá no mesmo. São gordas”, escreveu o autor.

“O que se faz é mudar palavras para retirar o suposto sobrepeso (não resisti, é sobrepeso mesmo) negativo. Uma tendência forte no politicamente correto. É um vocabulário pasteurizado”, completou Walcyr Carrasco, que ainda admitiu que também “tem barriga”, e sugeriu que a maioria dos “gordos” se incomodam com a sua forma física, lembrando o “aumento de 85% das cirurgias bariátricas no Brasil entre 2011 e 2018”.

“Para tirar a carga negativa, não seria melhor simplesmente aceitar que as pessoas são o que são? Politicamente correto significa falar de um jeito mais bonitinho? É claro que termos como ‘barril’, ‘elefante’ são ofensivos. Magoam. Se eu posso tomar cuidado e não usar esses termos, é melhor. Mas também não quero mascarar a realidade”, disparou o veterano.

“É uma nova ditadura em que as palavras são mascaradas. Bobagem. Vocabulário não é regime. Falar diferente não emagrece. Gordice é gordice. Só que ninguém precisa sofrer por isso. Basta ser gordo e feliz”, finalizou Walcyr Carrasco.

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