Celebridades

Zezé Mota conversa sobre sexualidade e diz que ser símbolo sexual a levou a depressão

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Zezé Mota como Xica da Silva (Foto reprodução)

Zezé Mota foi uma das entrevistadas da revista QUEM a falar sobre sexo, em comemoração ao dia do sexo, 6 de setembro. Segundo ela sexo tem a ver com saúde. “Uma vida sexual regular tem a ver com saúde. Além de ser saudável, é prazeroso. Relaxa”, afirma. Aos 74 anos, Zezé diz que em tom descontraído que “a maturidade tem suas vantagens”.

Zezé Mota fez Xica da Silva, filme que a levou ao estrelado e ao status de símbolo sexual e posteriormente desenvolveu quadro de depressão. “Meus parceiros sexuais tinham uma expectativa de que eu fosse a Mulher-Maravilha na cama. Esquecia do meu prazer porque não podia decepcionar”, disse.

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Ela falou sobre suas experiências e revelou a idade com que perdeu a virgindade. Confira a seguir a entrevista:

Zezé Mota (Foto: Reprodução)

Vida sexual é….
Uma vida sexual regular tem a ver com saúde. Além de ser saudável, é prazeroso. Relaxa (risos). Atualmente, estou namorando. É um namoro recente, aos 74 anos.

O relacionamento na maturidade é melhor?
A gente fala muito que é preciso ceder, envolve uma série de coisas para um relacionamento dar certo e que na juventude a gente não dá muita bola. Nem todo casal jovem tem a consciência do quanto é importante cuidar do outro, fazer concessões; enfim, inevitavelmente a maturidade tem suas vantagens.

Quando você se percebeu sexual?
Eu fui criada num colégio interno só de meninas, dos 6 aos 12 anos, o Asylo Espírita João Evangelista, em Botafogo (Zona Sul do Rio). E eles tinham muita preocupação porque é uma grande responsabilidade um colégio só de meninas. Nós tínhamos uma vestimenta considerada adequada para que a gente não ficasse exposta a assédios e até mesmo as visitas tinham que ser parentes bem próximos: pai, irmão. E quando eu saí de lá, com 12 anos, fui morar com os meus pais no Leblon num apartamento muito pequeno, no último andar. E tinha alguma coisa na estrutura do prédio que fazia com que a casa fosse muito quente. Então, eu andava seminua em casa. Mas a minha mãe sempre falava assim: ‘seu irmão está chegando, põe uma roupa, seu pai vai chegar para almoçar’.

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Xica foi um marco na sua carreira…
Foi um divisor de águas na minha vida. Eu não era uma atriz popular, eu não era conhecida no Brasil, e o filme me tornou conhecida no Brasil e no exterior. Eu tinha feito teatro fora com Augusto Boal, no Teatro de Arena, mas eu não era famosa. Antes de Xica eu tinha viajado com o Boal por três países, depois da Xica, eu conheci 16.

Li que você ficou deprimida por ter se tornado um símbolo sexual. Como foi isso?
A Xica também me trouxe problemas, eu tive que fazer análise. Confundiram pessoa com personagem. Foi complicado porque eu fiquei no imaginário masculino com a Xica e demorou… Olha, eu fui vendo que nós estávamos vivendo nos anos 70 onde essa coisa do sexo era muito livre, aquilo que chamavam de sexo, drogas e rock and roll. Fui percebendo que era uma fantasia transar com a Xica da Silva porque tinha essa carga forte do filme, da personagem que dançava nua e que enlouquecia os homens.

E como isso afetou você diretamente?
Meus parceiros sexuais tinham uma expectativa de que eu fosse a Mulher-Maravilha na cama. Quando eu fiz a Xica, estava solteira. Tive uma história com uma pessoa da filmagem, depois a história acabou, e eu fiquei mulher livre, sem compromisso, e os meus parceiros realmente sempre citavam a Xica antes, durante ou depois do sexo. Eu me lembro que eu tive um que falou: ‘quando um filme se torna realidade’. Eu me senti no dever de ser a Mulher-Maravilha na cama. Então, eu ficava muito mise-en-scène e esquecia do meu prazer porque não podia decepcionar.

Como lidou com isso?
Fui parar na análise, claro! Foi muito louco! Uma vez, peguei um táxi e o homem falou: ‘Essa voz eu conheço’. E aí ficou me olhando pelo retrovisor e de repente disse: ‘Você é quem eu estou pensando?’. Aí eu sorri e me entreguei. Ele falou: ‘É você!’. Quando eu vi… Eu usava minissaia… Ele estava colocando a mão na minha coxa e furando todos os sinais. Fiquei em pânico. A minha sorte é que chegando em Copacabana teve um sinal que tinha um guarda, e ele respeitou e parou. Eu fiquei tão em pânico que só abri a porta do carro e saí correndo. Nem falei para o guarda porque eu estava correndo, não fiz queixa, eu queria era sair dali. Eu sempre brinco que não paguei a passagem porque já estava mais do que paga.

Assim como o homem negro, a mulher negra também é vítima do estereótipo racista de que é mais fogosa, mais quente?
Isso é um mito. A gente discute muito no Movimento Negro que as qualidades que são propagadas do negro são sempre calcadas no folclore. O folclore não nos interessa. O que interessa é que sejamos avaliados pelas nossas qualidades de fato. Existe até uma coisa que hoje se ouve menos, que é: ‘Eu conheci uma mulher negra ou um homem negro, mas tão inteligente’. Esse mas, o ‘mas tão culto’, ‘mas tão bonito’. Esse ‘mas’ a pessoa nem se dá conta de que está sendo preconceituosa.

Como foi sua primeira vez?
A primeira vez não foi legal porque aconteceu de uma maneira tão anos 70! Eu fui virgem até os 21 anos. Minha mãe sempre foi muito religiosa e tinha aquela coisa de sexo antes do casamento ser ligado ao pecado. Ela falava isso e eu respeitava. Eu sabia que ela sonhava comigo de vestido de noiva, mas eu não realizei esse sonho dela. Minha mãe também sonhava com netos, e eu também não pari, tive problemas com saúde e não pude ter filhos biológicos, tinha útero infantil. Mas minha primeira vez foi desagradável.

O que aconteceu?
Seria cômico se não fosse sério. A pessoa estava tão bêbada e foi tão indelicada que eu senti muita dor. Eu falei: ‘Para’. Nós estávamos na casa dos pais dele. Eu senti tanta dor que achei que eu tinha perdido a virgindade. Quando eu tive a minha primeira relação de fato, meu parceiro (Antônio Pitanga) falou: ‘Por que você mentiu para mim?’ Porque eu já tinha namorado essa pessoa com quem eu tive essa primeira relação sexual, entende? Só depois que eu tive a primeira relação de fato que descobri que eu era virgem, que aquela dor foi da indelicadeza mesmo.

Confira a entrevista de Zezé Mota na íntegra no site da revista QUEM.

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Sobre o autor

Lary Flávia