Criticam João Kleber e Christina Rocha, mas deixam Gugu de fora
[caption id="attachment_170674" align="aligncenter" width="500"] “o que aparecia na tela passava a ser a nossa verdade.”[/caption] Outro dia vi uma reportagem de uma senhora a qual se mostrava indignada por achar que os quadros os quais aparecem nos programas de João Kleber ou Christina Rocha são armados. Quando, na…
Outro dia vi uma reportagem de uma senhora a qual se mostrava indignada por achar que os quadros os quais aparecem nos programas de João Kleber ou Christina Rocha são armados.
Quando, na minha adolescência, assistíamos à luta livre, todos sabíamos que era armada mas, mesmo assim, divertíamo-nos e queríamos que o mocinho ganhasse do bandido. Gostávamos de ver Fantomaz ou Ted Boy batendo em Aquiles. Não nos importava se a luta era de verdade ou não porque o que aparecia na tela passava a ser a nossa verdade. Sempre soubemos que TV era ilusão e show, como magia. Não queremos saber qual o truque do mágico, queremos amar e acreditar na ilusão da mágica.
A senhora que protagonizou a reportagem deve ser muito amarga e deprimida e, por isso, não quer ver o lado show, e a graça de João Kleber ou de Christina Rocha, em cujos programas os personagens que aparecem são bem superiores ao triste “Zorra Total”, que é mais sem graça que uma vida monótona.
O que achei engraçado foi a dona de casa indignar-se com supostas armações no show de João Kleber e de Christina Rocha, mas nada dizer sobre o táxi do Gugu, que ela deve acreditar ser verdade.
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Texto: James Akel