Celebridades

Preta Gil faz alerta e relembra passado consumista: “Cheguei a pesar mais de 100kg”

Preta GIl
Preta Gil precisou vender apartamento para pagar dívidas. (Foto: Reprodução)

O consumismo é um dos grandes problemas de nosso século. Estimuladas pela indústria e pelas propagandas, as pessoas muitas vezes compram sem limites, e o que deveria ser algo benéfico acaba se tornando, por muitas vezes, em um problema. Foi o que já aconteceu com a cantora Preta Gil. Filha de Gilberto Gil, ela revelou que já sofreu bastante com o mal no passado, e contou com a ajuda do pai para superar tudo. Estimulando hoje o consumo consciente de produtos, Preta fez um grande alerta a seus fãs e revelações sobre seu passado em entrevista ao jornal Extra.

Estou 100% curada. Não compro mais nada por impulso. Quando eu era compulsiva, aquilo foi virando uma bola de neve, fui adquirindo dívidas e mais dívidas. Fiquei devendo muito ao cartão de crédito. Lembro até hoje do meu pai me dizendo: ‘Você tem um apartamento, então venda. Eu não vou te ajudar, você deixou isso acontecer. Naquela época, ninguém achava que aquilo era doença, até hoje é um problema visto com preconceito, mas é, sim, uma doença da alma. Eu não tinha vício em bebida, drogas, nada disso. O meu vício era comprar e comer. Foi quando eu fiquei mais gorda na vida, cheguei a pesar mais de 100kg. Eram as duas válvulas de escape para a minha tristeza. Tive que me tratar e me sacrificar. Vendi o apartamento pelo qual lutei tanto. Comprava três pares de sapatos iguais, porque tinha medo de um estragar”, disse.

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A atriz continuou falando sobre a excitação que o consumismo promove nas pessoas: “Um dia, cheguei ao apartamento que eu tinha acabado de comprar, o mesmo que eu havia vendido dois anos antes, e dei de cara com Ivete e minha mãe. Elas colocaram as bolsas na sala, marcando os lugares dos móveis, e disseram: ‘Para cá, você poderia ter comprado um sofá; para lá, uma mesinha de centro….’ Eu tinha dinheiro, estava me tratando, e minha prioridade não deveriam ser três bolsas. Meu problema nem era peça cara, era a quantidade. Uma bolsa de R$ 15/20 mil, quem pode, compra uma vez por ano; não duas, três. Não tem necessidade. Me dava uma excitação na hora, mas logo vinha um vazio absurdo. Hoje, eu penso muito antes de comprar algo de valor. Não tenho mais essa compulsão. Para eu comprar uma bolsa cara, por exemplo, penso se preciso mesmo. E, automaticamente, já pego uma ou duas e doo”, revelou a cantora na entrevista.

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Sobre o autor

Fernando Lopes

Escreve sobre televisão desde 2013.