William Bonner e sua carreira no JN
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
William Bonner já passou por poucas e boas ao longo do tempo em que apresenta e edita o “Jornal Nacional”, da TV Globo
William Bonner já entregou diversos perrengues que passou na profissão no livro “Jornal Nacional – Modo de Fazer”, de 2009. Além disso, o âncora da Globo já se mostrou extremamente vulnerável e chegou a chorar na bancada ao vivo em algumas ocasiões.
Em entrevista ao Memória Globo, o âncora falou sobre a cobertura da morte do Papa João Paulo II, em 2005. A equipe da emissora conseguiu chegar no Vaticano antes da confirmação da partida do religioso, e a ideia de Ali Kamel, diretor de jornalismo da platinada, era fazer o “Jornal Nacional” diretamente da cidade no dia da morte.
A correria foi tanta que William Bonner precisou se deslocar às pressas para as ruas do Vaticano para conseguir fazer a primeira entrada ao vivo anunciando a morte do Papa. No meio de uma multidão de religiosos, o jornalista recebeu a informação e conseguiu ser um dos primeiros veículos do mundo a noticiarem a partida de João Paulo II.
O problema é que para que tudo desse certo, o jornalista precisou da ajuda de policiais para atravessar uma barreira. Encurralado, ele conversou com os oficiais, que proibiram sua passagem e ainda fizeram ameaças. “Se o senhor passar para o lado de cá, será preso imediatamente”, disparou um deles.
William Bonner, então, entregou no livro “Jornal Nacional – Modo de Fazer” que teve ajuda de algumas freiras para conseguir fazer a entrada ao vivo. “E as freirinhas da iam, agora alegres, pedindo licença aos peregrinos. E os peregrinos iam se espremendo para abrir passagem. E eu ia trilhando o rastro que elas deixavam”, revelou.
CHORO AO VIVO
O âncora da Globo também já chegou a chorar ao vivo, em 2003. Após uma falha técnica em uma reportagem sobre a morte de Roberto Marinho, o jornalista precisou prestar suas homenagens de forma espontânea, ao vivo. “Eu fui lendo, lendo, lendo, muito lento, porque sou chorão, eu sei, e me emociono com muita facilidade”, avaliou.
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ASSASSINATO EM ESTÚDIO
Por fim, William Bonner já entregou uma curiosidade bizarra sobre os estúdios em que apresenta o “Jornal Nacional” atualmente. Os estúdios onde ficam a bancada, foram palco de uma cena icônica das novelas brasileiras, de 1988. A personagem Odete Roitman, de “Vale Tudo”, foi assassinada no mesmo lugar que hoje se passam as notícias.
Foi nesse estúdio que em 1990 a Globo retirou todo o setor de dramaturgia do prédio do Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro, e deixou apenas o jornalismo. As novelas foram passadas para o Projac, inaugurado oficialmente em 1995, em Jacarepaguá.
William Bonner na cobertura da morte do Papa João Paulo II (Foto: Reprodução/TV Globo)